As autoridades federais estão investigando grupos de hackers adolescentes, incluindo um conhecido como "Scattered Spider", que têm como alvo empresas da Fortune 500, acumulando cerca de US$ 1 trilhão em danos desde 2022, de acordo com um relatório da Fortune. Esses grupos estão recrutando ativamente jovens, às vezes com idade de ensino fundamental, por meio de canais online, prometendo pagamentos lucrativos em criptomoedas por seu envolvimento em ataques de ransomware.
As táticas de recrutamento geralmente envolvem anúncios de emprego aparentemente inocentes em plataformas como o Telegram, divulgando oportunidades para indivíduos inexperientes com promessas de treinamento e compensação de US$ 300 por chamada bem-sucedida, pagos em criptomoedas, de acordo com uma postagem pública em um canal do Telegram de 15 de dezembro. Essas postagens têm como alvo específico candidatas do sexo feminino, mesmo aquelas sem residência nos EUA, desde que possuam uma fala clara.
A organização por trás desses esforços de recrutamento é conhecida como "The Com", abreviação de "The Community", que compreende aproximadamente 1.000 indivíduos envolvidos em várias associações efêmeras e parcerias de negócios, incluindo Scattered Spider, ShinyHunters, Lapsus e SLSH. Essas associações são fluidas e estão em constante evolução, de acordo com a pesquisadora especialista Allison Nixon.
A ascensão desses grupos de hackers adolescentes destaca a crescente acessibilidade de ferramentas e técnicas sofisticadas de crimes cibernéticos. A IA desempenha um papel tanto nos próprios ataques quanto no processo de recrutamento. Por exemplo, campanhas de phishing alimentadas por IA podem ser usadas para obter acesso inicial a redes corporativas, enquanto algoritmos de IA podem analisar mídias sociais e fóruns online para identificar recrutas em potencial que sejam tecnicamente qualificados e suscetíveis à persuasão.
As implicações para a sociedade são significativas. As perdas financeiras incorridas pelas empresas visadas podem levar à perda de empregos, redução de investimentos e aumento de preços para os consumidores. Além disso, o envolvimento de menores em crimes cibernéticos graves levanta preocupações éticas e legais sobre a culpabilidade e a reabilitação.
As agências de aplicação da lei estão lutando para acompanhar as táticas em rápida evolução desses grupos. Os métodos investigativos tradicionais são frequentemente ineficazes contra redes online descentralizadas que operam através de fronteiras internacionais. O uso de criptomoedas para pagamentos complica ainda mais os esforços para rastrear e apreender fundos ilícitos.
A investigação está em andamento e as autoridades estão trabalhando para identificar e prender os indivíduos envolvidos nesses grupos de hackers. Eles também estão colaborando com empresas de segurança cibernética e instituições de ensino para aumentar a conscientização sobre os riscos do recrutamento online e para desenvolver estratégias para prevenir futuros ataques. A solução a longo prazo provavelmente exigirá uma abordagem multifacetada que combine aplicação da lei, educação e inovação tecnológica.
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