Um grupo de funcionários federais dos Estados Unidos apresentou uma ação coletiva na quinta-feira contra o governo Trump devido a uma nova política que elimina a cobertura para cuidados de afirmação de gênero nos programas federais de seguro de saúde. A Fundação Human Rights Campaign emitiu a queixa em nome dos funcionários, nomeando o U.S. Office of Personnel Management (OPM) como réu.
A política, que entrou em vigor no início do ano novo, decorre de uma carta de agosto do OPM afirmando que, a partir de 2026, os planos federais de seguro de saúde não seriam mais obrigados a cobrir tratamentos e procedimentos de afirmação de gênero. A queixa alega que a política viola a lei federal ao discriminar funcionários transgêneros.
"Esta política é um ataque direto à saúde e ao bem-estar de funcionários federais transgêneros", afirmou um porta-voz da Fundação Human Rights Campaign. "É discriminatória e ilegal, e estamos comprometidos em combatê-la."
O governo Trump tem enfrentado críticas por buscar políticas que limitem o acesso a cuidados de saúde de afirmação de gênero e proíbam pessoas transgêneros de funções nas forças armadas e nos esportes. Os apoiadores das políticas do governo argumentam que elas têm como objetivo proteger a liberdade religiosa e impedir que o dinheiro dos contribuintes financie procedimentos que consideram eletivos.
O OPM ainda não emitiu uma resposta formal à reclamação. Espera-se que o processo prossiga no tribunal federal, onde um juiz determinará se a política viola a lei federal. O resultado do caso pode ter implicações significativas para funcionários federais transgêneros e para o acesso a cuidados de afirmação de gênero.
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