O segundo mandato do Presidente Donald Trump testemunhou um declínio significativo na coleta de dados federais em vários setores, de acordo com um relatório divulgado em 31 de dezembro de 2025. Essa regressão, detalhada em um relatório da ClimateInside, decorreu da oposição ideológica aos dados, tentativas de ocultar tendências desfavoráveis e cortes orçamentários substanciais que impactaram a capacidade das agências de monitorar o país.
O relatório destacou que o governo federal serve como um coletor crucial de dados sobre a composição do país. As ações do governo Trump minaram a coleta de dados relacionados ao meio ambiente, saúde pública, emprego, demografia e padrões climáticos. Especialistas alertam que essa erosão da integridade dos dados impedirá o progresso científico, obscurecerá o cenário econômico para os americanos e poderá levar a negligências em questões críticas de saúde.
Umair Irfan, um dos autores do relatório, afirmou: "A abordagem do governo pode ser caracterizada como 'sem dados, apenas vibrações', priorizando sentimentos instintivos em vez de evidências empíricas." Essa abordagem se manifestou de várias maneiras, incluindo a supressão de relatórios científicos que contradiziam a posição do governo sobre as mudanças climáticas e o enfraquecimento das regulamentações ambientais com base em avaliações de risco orientadas por dados.
Cortes orçamentários desempenharam um papel significativo nesse declínio de dados. Agências responsáveis por coletar e analisar dados enfrentaram redução de financiamento, levando a reduções de pessoal e ao cancelamento de pesquisas importantes. Por exemplo, o Bureau of Labor Statistics sofreu um corte orçamentário de 15%, impactando sua capacidade de rastrear com precisão os números de emprego.
As consequências desse déficit de dados são de longo alcance. Os cientistas dependem de dados precisos e abrangentes para conduzir pesquisas e desenvolver soluções para desafios urgentes. As empresas usam dados econômicos para tomar decisões informadas sobre investimentos e contratações. Funcionários da saúde pública precisam de dados confiáveis para rastrear surtos de doenças e implementar intervenções eficazes.
Críticos argumentam que as ações do governo foram motivadas por um desejo de controlar a narrativa e evitar a responsabilização. Ao limitar o acesso aos dados, o governo poderia minimizar as tendências negativas e promover suas políticas preferidas sem escrutínio.
Olhando para o futuro, os especialistas enfatizam a necessidade de restaurar o financiamento para as agências de coleta de dados e garantir que a integridade científica seja priorizada. Sem dados confiáveis, os formuladores de políticas estarão mal equipados para enfrentar os desafios que o país enfrenta, e o público ficará no escuro sobre o estado do país.
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