Uma nova ferramenta de inteligência artificial está sendo testada em um hospital chinês para detectar câncer de pâncreas a partir de tomografias computadorizadas de rotina, potencialmente identificando a doença mais cedo do que os métodos tradicionais. O Hospital Affiliated Peoples da Universidade de Ningbo, em Ningbo, China, está utilizando o sistema alimentado por IA, que identificou um tumor em Qiu Sijun, um pedreiro aposentado de 57 anos, durante um exame de rotina para diabetes antes que ele apresentasse quaisquer sintomas.
O Sr. Qiu recebeu uma ligação do Dr. Zhu Kelei, chefe do departamento pancreático do hospital, logo após sua tomografia computadorizada. "Eu sabia que não podia ser nada bom", lembrou o Sr. Qiu. O Dr. Zhu posteriormente removeu o tumor, destacando o potencial de intervenção precoce possibilitada pela IA.
O câncer de pâncreas é notoriamente difícil de detectar em seus estágios iniciais, muitas vezes apresentando sintomas vagos ou nenhum até que tenha progredido. Essa detecção tardia contribui para sua alta taxa de mortalidade. A ferramenta de IA visa enfrentar esse desafio, analisando tomografias computadorizadas em busca de indicadores sutis que podem passar despercebidos ao olho humano.
O sistema de IA está integrado em quiosques de autoatendimento no hospital, permitindo uma triagem generalizada. Embora o algoritmo específico e seu processo de desenvolvimento não tenham sido detalhados, o hospital enfatizou seu potencial para melhorar as taxas de diagnóstico precoce.
O Dr. Zhu Kelei acredita que esta tecnologia pode revolucionar o rastreamento do câncer de pâncreas. "A detecção precoce é crucial para o sucesso do tratamento", afirmou. "Esta ferramenta de IA nos dá uma vantagem significativa na identificação de tumores em um estágio em que eles ainda são ressecáveis."
O uso de IA em imagens médicas está se expandindo rapidamente, com aplicações que vão desde a detecção de nódulos pulmonares até a identificação de sinais da doença de Alzheimer. Especialistas alertam que as ferramentas de IA devem ser usadas como um complemento, e não como um substituto, da experiência humana. Mais estudos são necessários para validar a eficácia e a precisão da IA de detecção de câncer de pâncreas em populações maiores e em diversos ambientes. O hospital planeja continuar testando e refinando a ferramenta, com o objetivo de torná-la uma parte padrão de seu protocolo de diagnóstico.
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