Harlan Ullman, consultor sênior do Atlantic Council, afirmou que a noção de os Estados Unidos "assumirem o controle da Venezuela" provavelmente resultaria em consequências negativas significativas. Ullman fez as observações em uma declaração publicada em 4 de janeiro de 2026, abordando potenciais planos atribuídos ao ex-presidente Donald Trump.
Ullman enfatizou as complexidades envolvidas em tal empreendimento, destacando potenciais armadilhas e repercussões não intencionais. Ele argumentou que uma visão simplista da intervenção poderia levar a uma situação prolongada e desestabilizadora, tanto para a Venezuela quanto para os Estados Unidos. "A ideia de uma tomada rápida e fácil ignora as questões políticas e sociais profundamente enraizadas na Venezuela", afirmou Ullman. "É uma receita para o desastre."
O Atlantic Council, um think tank não partidário focado em assuntos internacionais, há muito analisa riscos geopolíticos e potenciais estratégias de política externa dos EUA. Os comentários de Ullman refletem uma preocupação mais ampla dentro da comunidade de política externa em relação a abordagens intervencionistas em regiões politicamente voláteis.
A discussão em torno do potencial envolvimento dos EUA na Venezuela decorre de anos de instabilidade política e econômica dentro do país. A nação enfrentou hiperinflação, escassez de bens essenciais e um êxodo em massa de seus cidadãos. Essas condições alimentaram pedidos de intervenção internacional de várias facções, tanto dentro da Venezuela quanto no exterior.
Embora os detalhes de qualquer suposto plano para "assumir o controle" da Venezuela permaneçam obscuros, a análise de Ullman serve como uma nota de advertência. Ele sugere que qualquer política dos EUA em relação à Venezuela deve priorizar soluções diplomáticas e ajuda humanitária, em vez de intervenção militar. A situação permanece fluida, e os desenvolvimentos futuros provavelmente dependerão do cenário político em evolução dentro da Venezuela e do contexto geopolítico mais amplo.
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