Jimmy Kimmel aceitou o Critics Choice Award de melhor talk show em 4 de janeiro de 2026, usando seu discurso de aceitação para agradecer a Donald Trump e às figuras da indústria do entretenimento que o apoiaram depois que seu programa noturno foi brevemente retirado da ABC no início do ano. A remoção ocorreu após reclamações da Nexstar e da Sinclair, duas grandes proprietárias de estações afiliadas da ABC, em relação a um monólogo em que Kimmel discutiu o suposto atirador de Charlie Kirk, um ativista conservador.
Kimmel expressou gratidão aos roteiristas, atores, produtores e membros do sindicato, muitos dos quais estavam presentes na cerimônia de premiação. Ele então acrescentou: "Obrigado a Donald Trump por todas as coisas ridículas que você faz todos os dias."
O incidente envolvendo o programa de Kimmel gerou debate nos Estados Unidos sobre liberdade de expressão, a influência de conglomerados de mídia e a interseção entre entretenimento e comentários políticos. Debates semelhantes ocorreram em vários países globalmente, onde a propriedade da mídia é frequentemente concentrada e onde governos e corporações exercem influência sobre o conteúdo editorial. Em muitas partes do mundo, a crítica a figuras políticas pode acarretar riscos significativos, incluindo censura, repercussões legais e até ameaças à segurança pessoal.
A controvérsia em torno do monólogo de Kimmel também destacou a crescente polarização do discurso político nos EUA, um fenômeno espelhado em outras nações que lidam com divisões sociais e políticas. A ascensão das mídias sociais ampliou essas divisões, criando câmaras de eco e facilitando a disseminação de desinformação, o que complica ainda mais o cenário da mídia.
A Critics Choice Association, que apresenta os prêmios, não emitiu um comunicado sobre o discurso de Kimmel ou a controvérsia anterior em torno de seu programa. O futuro do programa noturno de Kimmel permanece inalterado, com a ABC confirmando sua transmissão contínua.
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