Pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Sydney desenvolveram compostos experimentais que aumentam com segurança a queima de calorias celulares, alterando sutilmente a produção de energia mitocondrial. Esta pesquisa, publicada em 5 de janeiro de 2026, detalha uma nova abordagem para impulsionar o metabolismo sem os perigosos efeitos colaterais associados aos medicamentos para perda de peso anteriores.
Os compostos funcionam "desacoplando" suavemente as mitocôndrias, as usinas de energia da célula, levando-as a usar mais energia. Medicamentos anteriores que tentaram esse mecanismo foram proibidos devido à sua toxicidade, mas os novos compostos são projetados para ajustar o processo, aumentando o consumo de combustível sem prejudicar as células. "Aprendemos uma lição com o passado", disse a Dra. Anya Sharma, pesquisadora principal do projeto. "Nosso objetivo era criar uma molécula que pudesse aumentar com segurança e eficácia o gasto de energia no nível celular."
O desacoplamento mitocondrial refere-se a um processo em que o fluxo de prótons através da membrana mitocondrial interna é parcialmente interrompido. Isso faz com que as mitocôndrias trabalhem mais, queimando mais combustível para manter o suprimento de energia da célula. A principal diferença com esses novos compostos é seu efeito direcionado e controlado, minimizando o risco de superaquecimento ou dano à célula.
O impacto potencial na indústria farmacêutica pode ser significativo. Os tratamentos para obesidade são um mercado de bilhões de dólares, e um medicamento mais seguro e eficaz poderia capturar uma grande fatia. Várias empresas farmacêuticas já manifestaram interesse em licenciar a tecnologia, de acordo com fontes da universidade.
Os compostos experimentais estão atualmente na fase de ensaios pré-clínicos. Os pesquisadores estão conduzindo estudos em animais para avaliar sua segurança e eficácia a longo prazo. Se esses ensaios forem bem-sucedidos, os ensaios clínicos em humanos poderão começar nos próximos dois anos. "Estamos otimistas com o potencial desses compostos", afirmou a Dra. Sharma. "Se bem-sucedido, isso pode abrir caminho para novos tratamentos para obesidade com benefícios adicionais à saúde, como melhora do metabolismo da glicose e da função cardiovascular."
A pesquisa foi financiada por uma bolsa do Conselho Nacional de Pesquisa Médica e Saúde. A universidade registrou patentes sobre os novos compostos e está buscando ativamente parcerias para desenvolver e comercializar ainda mais a tecnologia.
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