O governo venezuelano procurou, na segunda-feira, projetar uma imagem de soberania e autonomia após a prisão, no fim de semana, de Nicolás Maduro, líder da nação por quase 13 anos, pelas autoridades dos EUA. Os legisladores alinhados com o partido no poder se reuniram em Caracas para prosseguir com a cerimônia de posse agendada da Assembleia Nacional, marcando o início de um mandato previsto para durar até 2031.
Delcy Rodríguez, ex-vice-presidente de Maduro, foi empossada como presidente interina. Rodríguez, que prometeu cooperação com o governo Trump, fez o juramento de posse administrado por seu irmão, Jorge Rodríguez, que foi reeleito como presidente da Assembleia. "Venho com tristeza pelo sofrimento infligido", afirmou ela durante a cerimônia, de acordo com a Associated Press.
A medida ocorre em meio a tensões elevadas entre a Venezuela e os Estados Unidos, particularmente após a prisão de Maduro. O governo venezuelano pretende demonstrar tanto aos seus cidadãos quanto à comunidade internacional que permanece funcional e independente, apesar da ausência de seu ex-líder. A prisão de Maduro, figura conhecida por seu governo autoritário, causou ondas de choque em toda a região, levantando questões sobre o futuro da política venezuelana e seu relacionamento com os EUA.
O teatro político que se desenrola em Caracas tem cativado o público em todo o mundo, atraindo comparações com dramas políticos populares e gerando intensos debates nas redes sociais. Especialistas do setor sugerem que a situação pode impactar significativamente o investimento estrangeiro e as relações comerciais, enquanto comentaristas culturais estão analisando os potenciais efeitos de longo prazo na identidade nacional venezuelana. O apelo ao público decorre dos altos riscos envolvidos e da incerteza em torno do futuro de uma nação que luta contra a turbulência política.
A situação permanece fluida, com potencial para novos desenvolvimentos nos próximos dias e semanas. A comunidade internacional está monitorando de perto os eventos na Venezuela, e os próximos passos dados tanto pelo governo interino quanto pelos EUA serão cruciais para determinar a trajetória do país.
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