Membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU), incluindo importantes aliados dos Estados Unidos, alertaram na segunda-feira que o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa por forças especiais dos EUA poderia criar um precedente perigoso para o direito internacional. O bloco de 15 membros se reuniu para uma reunião de emergência na cidade de Nova York, onde Maduro e sua esposa estavam programados para enfrentar acusações de tráfico de drogas em um tribunal federal dos EUA.
O embaixador venezuelano na ONU, Samuel Moncada, condenou a operação dos EUA como um ataque armado ilegítimo, sem qualquer justificativa legal. "Esta é uma clara violação da soberania internacional e um flagrante desrespeito à Carta da ONU", afirmou Moncada durante a sessão de emergência. Ele pediu a libertação imediata e incondicional do Presidente Maduro e sua esposa.
Os EUA há muito acusam o regime de Maduro de corrupção, abusos de direitos humanos e tráfico de drogas. Essas acusações levaram a sanções e pressão diplomática com o objetivo de derrubar Maduro do poder. No entanto, a decisão de sequestrar um chefe de estado em exercício atraiu críticas até mesmo de países normalmente alinhados com Washington.
Vários membros do CSNU expressaram preocupação de que a ação dos EUA possa encorajar outras nações a desrespeitar as normas internacionais e recorrer a táticas semelhantes. "Se nações poderosas forem autorizadas a deter unilateralmente líderes de outros países, isso prejudica todo o sistema de direito e diplomacia internacionais", disse um representante de uma nação europeia, falando sob condição de anonimato.
O sequestro polarizou ainda mais a comunidade internacional, com algumas nações apoiando as ações dos EUA como um passo necessário para combater a atividade criminosa e restaurar a democracia na Venezuela. Outros o veem como um ato de agressão que ameaça a estabilidade global. A situação permanece tensa, e o CSNU deverá continuar as deliberações sobre o assunto nos próximos dias. As ramificações legais e diplomáticas do sequestro provavelmente serão debatidas nos próximos meses, potencialmente remodelando o cenário das relações internacionais.
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