O Reino Unido e a França assinaram uma declaração de intenções para enviar tropas à Ucrânia caso um acordo de paz seja alcançado com a Rússia, de acordo com o Primeiro-Ministro do Reino Unido, Sir Keir Starmer. Falando após discussões com os aliados da Ucrânia em Paris, Starmer afirmou que o Reino Unido e a França "estabeleceriam centros militares em toda a Ucrânia e construiriam instalações protegidas para armas e equipamentos militares" com o objetivo de dissuadir futuras agressões russas.
A proposta também sugere que os Estados Unidos assumiriam um papel de liderança no monitoramento de qualquer acordo de cessar-fogo. Estes desenvolvimentos seguem-se a uma invasão em grande escala da Ucrânia lançada pelo Presidente russo Vladimir Putin em fevereiro de 2022, com Moscovo a controlar atualmente cerca de 20% do território ucraniano.
A Rússia já havia alertado que a presença de tropas estrangeiras na Ucrânia constituiria um "alvo legítimo", embora não tenha havido nenhum comentário imediato de Moscovo sobre este último anúncio. A declaração foi assinada durante uma reunião em Paris que incluiu chefes de estado e altos funcionários da "Coligação dos Dispostos".
O envio de tropas, de acordo com Starmer, tem como objetivo dissuadir futuras incursões e fornecer apoio contínuo à segurança da Ucrânia. O estabelecimento de centros militares e instalações protegidas visa reforçar as capacidades de defesa da Ucrânia e garantir a estabilidade a longo prazo do país.
Embora os detalhes do potencial acordo de paz permaneçam não divulgados, o Presidente ucraniano Zelensky indicou anteriormente que um acordo de paz estava "90% pronto" num discurso de Ano Novo, embora também tenha reconhecido que permaneciam questões "espinosas" que poderiam potencialmente inviabilizar as negociações. O proposto envio de tropas do Reino Unido e da França, dependente de um acordo de paz, representa um compromisso significativo com a futura segurança e integridade territorial da Ucrânia. A situação permanece fluida e espera-se que ocorram novos desenvolvimentos à medida que as negociações continuam e a comunidade internacional responde a estas propostas.
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