Grupos paramilitares conhecidos como colectivos patrulharam as ruas de Caracas, Venezuela, na terça-feira, enquanto o regime tentava consolidar a autoridade após uma incursão dos EUA na capital. Armados com fuzis de assalto, esses grupos operaram postos de controle, pararam e revistaram carros e exigiram acesso aos telefones dos cidadãos, de acordo com relatos.
As ações dos colectivos são vistas como uma repressão destinada a sufocar a dissidência e projetar uma imagem de controle após o sequestro do presidente Nicolás Maduro durante a operação dos EUA no sábado. Indivíduos suspeitos de apoiar a incursão dos EUA foram, segundo relatos, sujeitos a prisão.
A implantação dessas milícias destaca a situação precária na Venezuela após a intervenção dos EUA. O termo "colectivo" refere-se a grupos paramilitares que historicamente apoiaram o partido no poder na Venezuela. Eles foram acusados de usar violência e intimidação para manter o controle social. Sua presença nas ruas agora, particularmente após a remoção de Maduro, sugere uma tentativa desesperada do regime remanescente de afirmar o domínio e impedir que qualquer vácuo de poder percebido seja explorado pelas forças de oposição.
A incerteza atual levanta preocupações sobre o potencial para uma maior escalada e abusos dos direitos humanos. O uso de IA na análise de postagens de mídia social e dados telefônicos pelos colectivos, embora não explicitamente confirmado neste caso, é uma tendência crescente globalmente. Algoritmos de IA podem ser usados para identificar indivíduos que expressam opiniões divergentes ou organizam movimentos de oposição, levando potencialmente à repressão direcionada. Esta aplicação da IA levanta sérias questões éticas sobre privacidade, liberdade de expressão e o potencial de uso indevido por regimes autoritários.
A situação permanece fluida, com o futuro da Venezuela incerto. O governo dos EUA ainda não divulgou uma declaração abrangente sobre seus planos de longo prazo para o país. As ações dos colectivos sugerem que elementos do regime de Maduro estão tentando manter o controle, mas a extensão de sua autoridade e o nível de apoio popular que comandam permanecem obscuros. Os próximos dias serão cruciais para determinar a direção que a Venezuela tomará.
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