Os diretores das duas principais agências de inteligência da Ucrânia foram substituídos no que está sendo descrito como a maior reformulação da liderança de inteligência desde o início da guerra. A medida, parte de uma iniciativa de reestruturação mais ampla do Presidente Volodymyr Zelensky, visa preparar o governo e os militares para um conflito potencialmente prolongado com a Rússia, caso as negociações de paz fracassem.
O Serviço de Segurança da Ucrânia (S.B.U.) e a agência de inteligência militar (H.U.R.) são fundamentais para a defesa da Ucrânia e são conhecidos por trabalharem em estreita colaboração com as agências de inteligência dos EUA, incluindo a C.I.A. Ambas as agências foram creditadas com operações bem-sucedidas, incluindo um ataque de drone à frota de bombardeiros estratégicos da Rússia no verão passado.
Os críticos, no entanto, argumentam que a reformulação corre o risco de interromper as operações em andamento e pode ser motivada por considerações políticas. Valentyn Nalyvaichenko, ex-diretor do S.B.U. e atual membro do Parlamento na oposição, afirmou: "Vejo isso como a remoção de dois líderes competentes... Durante a guerra, minha sugestão seria manter, e não agitar, a liderança." Ele acrescentou ainda que a reformulação é prejudicial à segurança nacional e às operações especiais.
A administração do Presidente Zelensky ainda não detalhou publicamente as razões específicas por trás das mudanças, mas as autoridades enfatizaram a necessidade de adaptação e otimização em face das ameaças em evolução. A reestruturação reflete um esforço mais amplo para otimizar as operações governamentais e melhorar a coordenação entre as várias agências.
O S.B.U. é o principal responsável pela inteligência doméstica e contra-inteligência, enquanto o H.U.R. se concentra na coleta de inteligência militar. Sua colaboração com parceiros internacionais, particularmente os EUA, tem sido crucial para fornecer à Ucrânia informações oportunas e precisas sobre os movimentos militares russos e o planejamento estratégico.
O momento da reformulação levantou preocupações entre alguns observadores, que temem que possa criar instabilidade dentro da comunidade de inteligência em um momento crítico da guerra. Os novos diretores enfrentarão o desafio imediato de manter a eficácia operacional enquanto navegam pelas complexidades do conflito em curso. As próximas semanas serão cruciais para avaliar o impacto dessas mudanças nas capacidades de inteligência da Ucrânia e em sua estratégia geral de defesa.
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