Trump indicou que os EUA buscariam a aquisição pelo "caminho fácil" ou pelo "caminho difícil", embora não tenha detalhado o que esses métodos implicariam. A Casa Branca confirmou anteriormente ter considerado a compra da Groenlândia, um território semiautônomo da Dinamarca, mas não descartou a anexação pela força.
Tanto a Dinamarca quanto a Groenlândia rejeitaram firmemente a noção de vender o território. A Dinamarca alertou que uma ação militar colocaria em risco a aliança de defesa transatlântica.
Os líderes políticos da Groenlândia, incluindo membros da oposição, emitiram uma declaração conjunta na noite de sexta-feira, pedindo o fim do que descreveram como o desrespeito dos EUA pelo seu país. "Não queremos ser americanos, não queremos ser dinamarqueses, queremos ser groenlandeses", dizia a declaração. "O futuro da Groenlândia deve ser decidido pelo povo groenlandês."
Os EUA têm uma longa história de interesse estratégico na Groenlândia, remontando à Segunda Guerra Mundial, quando estabeleceram uma presença militar lá. A Base Aérea de Thule, na Groenlândia, continua sendo um componente crítico do sistema de alerta precoce de mísseis balísticos dos EUA. A localização geográfica da ilha a torna estrategicamente importante para monitorar o tráfego aéreo e marítimo na região do Ártico. À medida que as mudanças climáticas derretem o gelo do Ártico, os recursos naturais da Groenlândia se tornam mais acessíveis, aumentando ainda mais sua importância geopolítica.
O conceito de propriedade e defesa nacional, conforme articulado por Trump, destaca a relevância contínua das estratégias geopolíticas tradicionais no século 21. No entanto, a forte rejeição dos líderes da Groenlândia ressalta a importância da autodeterminação e a necessidade de que quaisquer discussões futuras priorizem a vontade do povo groenlandês. A situação permanece em um impasse, com os EUA expressando interesse em adquirir a Groenlândia e tanto a Dinamarca quanto a Groenlândia se opondo firmemente à ideia.
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