O governo do Iêmen, reconhecido internacionalmente, declarou no sábado que havia retomado o controle das regiões do sul anteriormente controladas pelo Conselho de Transição do Sul (STC), um grupo separatista. Rashad al-Alimi, chefe do Conselho de Liderança Presidencial apoiado pela Arábia Saudita, anunciou em um pronunciamento televisionado que as forças governamentais haviam garantido todas as cidades disputadas.
"Como presidente do país e comandante supremo das forças armadas, quero garantir a vocês a retomada de Hadramout e al-Mahra", afirmou al-Alimi. O anúncio ocorre em meio a divisões internas dentro do STC e ao exílio de seu líder, o que adiciona incerteza ao futuro do movimento separatista.
O STC, que busca a independência do Iêmen do Sul, tem sido um ator importante no conflito iemenita em curso. O surgimento do grupo está enraizado em queixas históricas decorrentes da unificação do Iêmen do Norte e do Sul em 1990. Muitos sulistas se sentem marginalizados pelo governo sediado em Sanaa, alimentando o apoio à secessão. O conflito atual no Iêmen começou em 2014, quando os rebeldes Houthi, um grupo Zaidi Shia, tomaram o controle de Sanaa, levando uma coalizão liderada pela Arábia Saudita a intervir em 2015 em apoio ao governo reconhecido internacionalmente.
A retomada dessas áreas do sul marca uma possível mudança no equilíbrio de poder no Iêmen, embora as implicações de longo prazo permaneçam incertas. O conflito criou uma das piores crises humanitárias do mundo, com milhões de pessoas enfrentando fome e deslocamento. Os esforços internacionais para mediar uma paz duradoura não tiveram sucesso até o momento. As Nações Unidas e vários atores internacionais continuam a instar todas as partes a se envolverem em diálogo e priorizarem as necessidades do povo iemenita. A situação permanece fluida, e novos desenvolvimentos são esperados à medida que o governo consolida seu controle e o STC considera seus próximos passos.
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