Em 2024, a comunidade científica anunciou a descoberta de uma nova espécie de anaconda gigante na América do Sul, uma descoberta parcialmente documentada durante uma expedição de 2022 que incluiu o ator Will Smith. Smith estava presente como parte das filmagens da série documental da National Geographic, "Pole to Pole with Will Smith".
A descoberta se desenrolou quando Smith, acompanhado pelo especialista em veneno Bryan Fry e guias indígenas Waorani, navegou pelos cursos d'água da Amazônia em busca de anacondas. Um clipe de três minutos do documentário mostra a expedição, revelando o encontro deles com uma fêmea de anaconda verde, estimada em 4,8 a 5,2 metros de comprimento. Os guias Waorani imobilizaram a cobra, permitindo que Fry, com a assistência de Smith, coletasse uma amostra de escama.
De acordo com Fry, as amostras coletadas, incluindo a escama, foram cruciais para a realização de análises genéticas. Essa análise acabou levando à declaração de uma nova espécie, a anaconda verde do norte. Fry também observou que a amostra de escama ajudaria a determinar o acúmulo de poluentes na água, fornecendo dados ambientais valiosos.
O envolvimento de uma celebridade de alto nível como Will Smith destaca a crescente tendência de unir entretenimento com exploração científica. Especialistas do setor sugerem que a participação de Smith ampliou significativamente o apelo do documentário ao público, atraindo espectadores que normalmente não se interessariam por documentários sobre a natureza. Essa abordagem, dizem eles, está se tornando cada vez mais comum à medida que as emissoras buscam educar e entreter simultaneamente.
O impacto cultural de tais colaborações é notável. Ao apresentar guias indígenas e incorporar seus conhecimentos tradicionais, o documentário também contribui para uma narrativa mais inclusiva e representativa no campo da descoberta científica. A experiência dos Waorani no manuseio da anaconda, por exemplo, foi essencial para a coleta segura de amostras.
A série "Pole to Pole with Will Smith" oferece aos espectadores a chance de testemunhar essa descoberta em primeira mão, combinando aventura, ciência e percepções culturais. Espera-se que o documentário continue acompanhando a jornada de Smith por vários ecossistemas, ampliando ainda mais a conscientização sobre questões ambientais e pesquisas científicas.
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