A GRU Space anunciou na segunda-feira que está aceitando reservas para futuras estadias em um hotel lunar, com depósitos que variam de US$ 250.000 a US$ 1 milhão, garantindo uma vaga nas primeiras missões à superfície lunar, com previsão de início em apenas seis anos. A empresa, fundada pelo recém-formado da Universidade da Califórnia, Berkeley, Skyler Chan, prevê uma série de habitats lunares cada vez mais sofisticados, culminando em um hotel inspirado no Palácio de Belas Artes em São Francisco.
O ambicioso projeto entra em um crescente mercado de turismo espacial, atualmente dominado por voos suborbitais oferecidos por empresas como Virgin Galactic e Blue Origin. A GRU Space pretende se diferenciar oferecendo estadias prolongadas na superfície lunar. Embora o depósito de US$ 250.000 garanta uma reserva, o custo total de uma estadia lunar permanece não divulgado.
Chan reconheceu o ceticismo em torno do projeto, dado o tamanho atual da empresa de apenas um funcionário em tempo integral, além dele mesmo, no final de dezembro. No entanto, ele expressou um compromisso inabalável com o potencial de longo prazo do turismo lunar. "Parece loucura, não é?", disse Chan em um comunicado. "Mas estou perfeitamente sério sobre tudo isso... minha crença é que a atividade comercial de longo prazo mais segura na Lua será o turismo lunar – seria um destino incrível."
O anúncio ocorre em meio a um crescente interesse em recursos lunares e oportunidades comerciais. No entanto, Chan acredita que o turismo será o empreendimento mais sustentável a longo prazo. A empresa não divulgou projeções financeiras detalhadas nem garantiu grandes rodadas de financiamento. O sucesso da GRU Space depende de avanços tecnológicos em viagens espaciais, desenvolvimento de infraestrutura na Lua e confiança sustentada dos investidores no nascente setor de turismo espacial.
As próximas etapas para a GRU Space envolvem garantir mais financiamento, expandir sua equipe e desenvolver as tecnologias necessárias para a habitação lunar. O cronograma da empresa permanece agressivo, com as primeiras missões planejadas dentro de seis anos, dependendo do progresso significativo nessas áreas.
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