Procuradores na Coreia do Sul solicitaram a pena de morte para o ex-presidente Yoon Suk Yeol, que é acusado de tentar impor lei marcial em dezembro de 2024. O pedido foi feito durante as alegações finais no julgamento de Yoon em Seul, onde ele enfrenta acusações de liderar uma insurreição, de acordo com os correspondentes de Seul, Jake Kwon e Koh Ewe.
A acusação decorre da alegada tentativa de Yoon de estabelecer um regime militar, uma ação que desencadeou uma agitação política na Coreia do Sul, apesar de ter durado apenas algumas horas. Subsequentemente, o parlamento destituiu Yoon, levando à sua detenção e julgamento.
Yoon refutou as acusações, alegando que a sua declaração de lei marcial foi meramente um ato simbólico destinado a destacar a alegada má conduta do partido da oposição. Liderar uma insurreição é uma ofensa grave na Coreia do Sul, punível com pena de morte ou prisão perpétua. De acordo com o quadro legal do país, os procuradores foram obrigados a solicitar uma destas duas sentenças ao juiz.
O julgamento destaca as complexidades da aplicação da inteligência artificial (IA) em processos judiciais. Ferramentas alimentadas por IA podem potencialmente analisar vastas quantidades de dados jurídicos para identificar precedentes e auxiliar nas recomendações de sentenças. No entanto, a decisão final cabe aos juízes humanos, que devem considerar as nuances de cada caso e o potencial de viés nos algoritmos de IA. Este caso sublinha o debate em curso sobre o papel da IA no sistema de justiça e a importância de garantir a justiça e a transparência.
A Coreia do Sul não realiza uma execução há quase três décadas. A última execução ocorreu em 1996, envolvendo o ex-ditador militar Chun Doo-hwan. Os atuais processos legais contra Yoon estão a desenrolar-se neste contexto, levantando questões sobre o potencial de uma mudança na posição do país em relação à pena capital. O tribunal deverá proferir o seu veredicto nas próximas semanas.
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