O Presidente da Comissão Eleitoral do Uganda, Simon Byabakama, afirmou ter recebido ameaças relacionadas com a declaração dos vencedores nas próximas eleições presidenciais agendadas para quinta-feira. Byabakama, respondendo a perguntas da BBC, afirmou que estas ameaças, alegadamente provenientes de altos funcionários do Estado, não influenciariam o trabalho da comissão.
Byabakama abordou preocupações decorrentes de um vídeo amplamente divulgado mostrando um assessor presidencial alegando que o candidato da oposição Robert Kyagulanyi, também conhecido como Bobi Wine, não seria declarado presidente, mesmo em caso de vitória. "Algumas pessoas dizem que se você não declarar fulano de tal como presidente, você vai ver. Eu digo a eles que não estou no negócio de doar votos", disse Byabakama. Ele enfatizou que os eleitores, e não as ameaças, determinariam o resultado da eleição.
A eleição coloca o atual Presidente Yoweri Museveni, de 81 anos, contra Bobi Wine, um astro pop de 43 anos que se tornou político. Museveni, que está no poder há quase quatro décadas, busca um sétimo mandato. Wine está tentando destituir Museveni pela segunda vez, tendo terminado como vice-campeão nas eleições de 2021. Outros seis candidatos também estão na disputa.
O contexto das ameaças permanece incerto, e Byabakama não identificou os funcionários estatais específicos alegadamente envolvidos. A Comissão Eleitoral é constitucionalmente obrigada a supervisionar e conduzir as eleições no Uganda. A próxima eleição é vista como um teste significativo dos processos democráticos do Uganda, dada a longa permanência de Museveni e as alegações anteriores de irregularidades eleitorais. A comissão deverá anunciar os resultados dentro de 48 horas após o encerramento das urnas, conforme estipulado pela lei ugandense.
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