Os protestos no Irã, inicialmente desencadeados por queixas econômicas, escalaram para uma agitação generalizada ao longo de um período de 17 dias, marcando a maior turbulência do país nos últimos anos. O governo iraniano atribuiu a violência à interferência estrangeira, enquanto o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu repetidas ameaças de potencial intervenção militar.
A agitação começou em 1º de janeiro de 2026, com manifestações focadas no aumento da inflação e do desemprego. Esses protestos se espalharam rapidamente de Teerã para outras grandes cidades, incluindo Isfahan e Mashhad. Os manifestantes expressaram cada vez mais um descontentamento mais amplo com as políticas do governo e o sistema político do país.
"A situação econômica é insuportável", disse um manifestante em Teerã, falando à Al Jazeera em 8 de janeiro de 2026, sob condição de anonimato. "As pessoas estão cansadas de promessas vazias e corrupção."
O governo iraniano respondeu com uma combinação de força e retórica. As forças de segurança lançaram gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar multidões, e inúmeras prisões foram feitas. Os meios de comunicação estatais informaram que vários indivíduos foram mortos em confrontos entre manifestantes e agentes de segurança.
Em 10 de janeiro de 2026, o líder supremo, Ayatollah Ali Khamenei, dirigiu-se à nação, acusando potências estrangeiras, especificamente os Estados Unidos e Israel, de instigar a agitação. "Nossos inimigos estão usando queixas econômicas para minar a República Islâmica", afirmou ele em um discurso televisionado.
Trump, em uma série de tweets, manifestou apoio aos manifestantes e condenou a resposta do governo iraniano. Ele reiterou a política de máxima pressão de seu governo sobre o Irã, ameaçando com mais sanções e até mesmo ação militar se o governo continuasse a reprimir os protestos.
Os protestos ocorreram em um contexto de desafios econômicos contínuos no Irã, exacerbados por sanções internacionais e má gestão interna. A economia do país estava em dificuldades desde que os EUA se retiraram do acordo nuclear do Irã em 2018 e restabeleceram as sanções.
Analistas observaram que os protestos destacaram frustrações profundas dentro da sociedade iraniana. "Esses protestos não são apenas sobre a economia", disse a Dra. Sanam Vakil, pesquisadora sênior da Chatham House, em um comunicado divulgado em 12 de janeiro de 2026. "Eles refletem uma sensação mais ampla de desilusão com o sistema político e um desejo por maiores liberdades."
Em 14 de janeiro de 2026, os protestos continuavam em várias cidades, embora sua intensidade tivesse diminuído. O governo iraniano manteve uma forte presença de segurança e restringiu o acesso à internet na tentativa de controlar o fluxo de informações. O impacto a longo prazo dos protestos no cenário político do Irã permaneceu incerto.
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