Os ativistas, que fazem parte do grupo proscrito Palestine Action, iniciaram sua greve de fome em novembro enquanto estavam presos no Reino Unido. Seu protesto centrava-se no que consideram ser a cumplicidade do Reino Unido na "guerra genocida contra os palestinos em Gaza", de acordo com o Prisoners for Palestine, um grupo que apoia os grevistas de fome.
O Prisoners for Palestine divulgou um comunicado na quarta-feira, saudando o fim da greve como uma vitória. "A greve de fome dos nossos prisioneiros será lembrada como um momento histórico de puro desafio; um constrangimento para o estado britânico", dizia o comunicado. O grupo afirmou que a negação do contrato do governo do Reino Unido à subsidiária da empresa israelense de armas cumpriu uma das principais exigências dos grevistas de fome.
A Palestine Action é uma organização proscrita no Reino Unido conhecida por suas táticas de ação direta contra empresas que acusa de serem cúmplices das ações israelenses contra os palestinos. Essas ações incluíram protestos, danos à propriedade e interrupções nas operações comerciais. As atividades do grupo levaram a inúmeras prisões e processos judiciais.
O governo britânico manteve sua posição de apoiar o direito de Israel de se defender, ao mesmo tempo em que pede um cessar-fogo e aumento da ajuda humanitária a Gaza. O governo não comentou oficialmente sobre o caso específico do contrato negado, nem abordou diretamente as demandas dos grevistas de fome.
O fim da greve de fome marca uma pausa temporária nas tensões contínuas entre a Palestine Action e o governo britânico. Resta saber se a negação do contrato levará a uma mudança nas táticas do grupo ou nas políticas do governo em relação à venda de armas e ao apoio a Israel. Esperam-se novos desenvolvimentos à medida que a Palestine Action continua sua campanha e o governo britânico navega em seu relacionamento com Israel e os territórios palestinos.
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