O Departamento de Estado dos EUA anunciou um congelamento abrangente de vistos de imigrantes para cidadãos de 75 países, citando preocupações de que esses indivíduos possam se tornar dependentes de assistência pública. Esta ação, com início previsto para 21 de janeiro, tem como alvo uma gama diversificada de nações nas Américas, Europa, Ásia-Pacífico e África, abrangendo tanto aliados quanto adversários dos Estados Unidos, bem como destinos turísticos populares. O governo afirma que os imigrantes desses países "retiram o bem-estar do povo americano em taxas inaceitáveis", uma alegação que gerou debate e levantou questões sobre as contribuições econômicas dos imigrantes e a justiça da política.
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Embora os vistos de turista não sejam afetados pelo congelamento, a política sinaliza uma mudança significativa nas prioridades de imigração dos EUA. O Departamento de Estado afirma que o congelamento permanecerá em vigor até que os EUA possam garantir que os novos imigrantes não "extraiam riqueza do povo americano". Essa justificativa ecoa declarações anteriores do governo Trump, que tem enfatizado consistentemente a necessidade de proteger os contribuintes americanos e priorizar a autossuficiência entre os imigrantes.
Esta última medida segue uma série de políticas de imigração restritivas implementadas nos últimos anos, incluindo a pausa dos vistos de diversidade. O programa de vistos de diversidade, que concedia até 55.000 vistos anualmente a indivíduos de países com baixas taxas de imigração para os EUA, era visto pelos proponentes como uma forma de promover o intercâmbio cultural e a diversidade. Os críticos, no entanto, argumentaram que o programa era vulnerável a fraudes e não priorizava adequadamente os trabalhadores qualificados. O atual congelamento de vistos de imigrantes provavelmente enfrentará escrutínio semelhante, com alguns argumentando que ele tem como alvo injustamente indivíduos com base em seu país de origem e perpetua estereótipos prejudiciais sobre imigrantes e sua dependência de assistência pública.
Embora a política não afete os vistos de imigração atuais, foram levantadas preocupações sobre o futuro desses vistos sob a administração atual. Joseph Edlow, diretor dos Serviços de Cidadania e Imigração dos EUA, indicou um "reexame rigoroso e em grande escala" dos Green Cards existentes, levantando temores de possíveis revogações e maior escrutínio de imigrantes que já residem nos Estados Unidos. É crucial notar que, embora os portadores de visto de imigrante com Green Cards sejam elegíveis para certos programas de assistência pública, geralmente há um período de espera de cinco anos antes que possam acessar benefícios como Medicaid, Medicare e SNAP. Este período de espera é projetado para garantir que os imigrantes contribuam para a economia antes de receber apoio público. O impacto a longo prazo do congelamento de vistos em famílias, comunidades e na economia dos EUA ainda está por ser visto, mas certamente alimentará ainda mais o debate sobre o papel da imigração na sociedade americana.
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