A Netflix fez uma proposta para adquirir a Warner Bros. Discovery em um acordo totalmente em dinheiro avaliado em US$ 72 bilhões, uma manobra estratégica projetada para impedir uma potencial oferta hostil de aquisição pela Paramount. O acordo revisado, anunciado hoje, substitui o plano original que envolvia uma combinação de dinheiro e ações da Netflix.
De acordo com os novos termos, a Netflix pagará US$ 27,75 por ação em dinheiro pela Warner Bros. Discovery. Isso representa uma mudança em relação à oferta inicial de US$ 23,25 em dinheiro e US$ 4,50 em ações da Netflix por ação. A oferta totalmente em dinheiro visa fornecer aos acionistas da Warner Bros. Discovery maior certeza e eliminar a volatilidade associada às flutuações do mercado no preço das ações da Netflix. A Warner Bros. Discovery está planejando uma votação dos acionistas sobre o acordo em abril de 2026.
A aquisição, se bem-sucedida, remodelaria significativamente o cenário da mídia global. A Netflix ganharia o controle de um vasto portfólio de ativos, incluindo HBO Max e Warner Bros. Studios, reforçando instantaneamente sua biblioteca de conteúdo e sua posição competitiva contra rivais como Disney+ e Amazon Prime Video. O acordo ressalta a intensificação da concorrência no setor de streaming, onde escala e profundidade de conteúdo são cada vez mais cruciais para atrair e reter assinantes em todo o mundo.
A Netflix pretende financiar a aquisição por meio de uma combinação de suas reservas de caixa existentes, linhas de crédito disponíveis e financiamento comprometido. Isso reflete a confiança da empresa em sua capacidade de gerenciar o substancial endividamento associado a uma transação tão grande. A medida também sinaliza o compromisso de longo prazo da Netflix em investir em conteúdo e expandir seu alcance global.
A aquisição da Warner Bros. Discovery pela Netflix teria implicações de longo alcance para a indústria da mídia, potencialmente desencadeando mais consolidação e alianças estratégicas. A entidade combinada possuiria um poder de barganha significativo nas negociações com criadores de conteúdo, distribuidores e anunciantes globalmente. O acordo também levanta questões sobre o futuro das empresas de mídia tradicionais e sua capacidade de competir com os gigantes do streaming cada vez mais dominantes. O resultado da votação dos acionistas em 2026 será acompanhado de perto por observadores da indústria em todo o mundo.
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