Avanços na IA Impulsionam a Inovação e Levantam Preocupações em Diversas Indústrias
A inteligência artificial está transformando rapidamente vários setores, desde a manufatura e energia até a segurança cibernética e a saúde, mas também levanta preocupações sobre privacidade e vulnerabilidades de segurança, de acordo com relatórios recentes.
A Western Sugar iniciou sua transformação de IA há uma década, migrando do SAP ECC on-premise para o SAP S4HANA Cloud Public Edition, de acordo com a VentureBeat. Richard Caluori, Diretor de Controladoria Corporativa, afirmou que a empresa estava tentando escapar de "um desastre: um sistema ERP fortemente personalizado e tão carregado de código ABAP personalizado que se tornou impossível de atualizar". Essa adoção precoce da nuvem posicionou a Western Sugar para aproveitar o lançamento de recursos de IA de negócios da SAP em finanças, cadeia de suprimentos e RH.
A crescente demanda por IA também está impactando o setor de energia. A MIT Technology Review informou que a IA está impulsionando investimentos sem precedentes em data centers massivos, exigindo suprimentos substanciais de energia. Usinas nucleares de próxima geração estão sendo consideradas como uma fonte potencial de eletricidade para essas instalações, oferecendo construção potencialmente mais barata e operação mais segura em comparação com as usinas mais antigas.
No entanto, a crescente dependência da IA também apresenta novos desafios. A MIT Technology Review destacou os riscos de privacidade associados à capacidade da IA de lembrar as preferências do usuário. O Personal Intelligence do Google, um recurso do chatbot Gemini, utiliza Gmail, fotos, pesquisa e históricos do YouTube para personalizar as interações. Recursos semelhantes estão sendo desenvolvidos pela OpenAI, Anthropic e Meta. Embora esses recursos ofereçam vantagens potenciais, as preocupações estão crescendo sobre os riscos que eles introduzem.
A segurança cibernética é outra área onde a IA está desempenhando um papel cada vez mais significativo, tanto defensiva quanto ofensivamente. A MIT Technology Review relatou um ataque cibernético patrocinado pelo estado em setembro de 2025 que utilizou o código Claude da Anthropic como um mecanismo de intrusão automatizado. Os invasores usaram IA para reconhecimento, desenvolvimento de exploits, coleta de credenciais, movimentação lateral e exfiltração de dados, com a intervenção humana limitada a pontos de decisão importantes. De acordo com a equipe de ameaças da Anthropic, a IA foi responsável por 80 a 90% da operação, que afetou aproximadamente 30 organizações nos setores de tecnologia, finanças, manufatura e governo.
Na área da saúde, a IA está sendo explorada para potenciais tratamentos para a cegueira. A Life Biosciences, uma startup de Boston, recebeu aprovação do FDA para iniciar o primeiro teste em humanos de um método de rejuvenescimento, de acordo com a MIT Technology Review. A empresa planeja tratar doenças oculares usando um conceito de reprogramação que atraiu investimentos significativos de empresas do Vale do Silício.
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