Reino Unido Se Prepara para Táxis Autônomos em Meio a Aumento Global no Investimento em IA e Debates Regulatórios
Londres poderá ver táxis autônomos já em setembro, de acordo com a Waymo, a empresa americana de carros autônomos pertencente à Alphabet, controladora do Google. Este desenvolvimento ocorre enquanto governos e empresas de tecnologia em todo o mundo lidam com a rápida expansão da inteligência artificial (IA) e suas implicações.
A Waymo anunciou seus planos de lançar um serviço piloto em Londres em abril, com esperanças de um serviço completo de robotáxi até setembro. A Ministra dos Transportes local, Lilian Greenwood, afirmou que o governo está "apoiando a Waymo e outras operadoras por meio de nossos pilotos de passageiros e regulamentações pró-inovação para tornar os carros autônomos uma realidade nas estradas britânicas". O governo do Reino Unido prevê mudanças regulatórias no segundo semestre de 2026 para permitir totalmente os táxis autônomos.
O impulso para veículos autônomos coincide com um aumento massivo no investimento em IA por gigantes da tecnologia. A Meta, empresa controladora do Instagram e Facebook, planeja quase dobrar seus gastos com IA este ano, alocando até US$ 135 bilhões, de acordo com um anúncio da empresa durante uma teleconferência com analistas financeiros na quarta-feira. Este valor supera os US$ 72 bilhões que a Meta gastou em projetos e infraestrutura de IA no ano passado. O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, disse que espera que "2026 seja o ano em que a IA mudará drasticamente as experiências que as pessoas têm ao usar nossos produtos".
No entanto, o rápido avanço da IA não está isento de desafios. A Coreia do Sul lançou recentemente o que chama de primeiras leis do mundo destinadas a regular a inteligência artificial. Embora a legislação tenha como objetivo posicionar a Coreia do Sul como uma potência tecnológica líder, ela enfrentou críticas de startups de tecnologia, que argumentam que as leis vão longe demais, e de grupos da sociedade civil, que acreditam que não vão longe o suficiente.
Enquanto isso, a Tesla está mudando seu foco para IA e robótica, anunciando planos para encerrar a produção de seus veículos Model S e Model X. A empresa irá reaproveitar sua fábrica na Califórnia para produzir robôs humanoides, conhecidos como Optimus. Essa mudança estratégica ocorre quando a Tesla relatou uma queda de 3% nas receitas totais em 2025 e uma queda de 61% nos lucros nos últimos três meses do ano. A empresa também perdeu sua posição como a maior fabricante de veículos elétricos do mundo para a BYD da China em janeiro.
Em outras notícias internacionais, o primeiro-ministro britânico Starmer se reuniu com o líder chinês Xi, pedindo um relacionamento "mais sofisticado" com a China. Starmer enfatizou a necessidade de colaboração na estabilidade global, nas mudanças climáticas e em outras questões, afirmando: "Há muito tempo deixei claro que o Reino Unido e a China precisam de uma parceria estratégica de longo prazo, consistente e abrangente".
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