África do Sul Expulsa Alto Diplomata Israelense em Meio a Tensões Crescentes
A África do Sul expulsou o principal diplomata de Israel, Ariel Seidman, o encarregado de negócios da embaixada israelense, por "violar as normas diplomáticas", incluindo fazer "comentários insultuosos" contra o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores da África do Sul. O ministério declarou Seidman persona non grata e deu-lhe 72 horas para deixar o país.
A expulsão ocorre em meio a relações já tensas entre os dois países. A África do Sul acusou Israel de genocídio no Tribunal Internacional de Justiça. Seidman foi acusado de usar plataformas oficiais de mídia social para atacar Ramaphosa e convidar autoridades israelenses para a África do Sul sem permissão, de acordo com relatos.
A ação ressalta o deterioramento da relação entre a África do Sul e Israel, particularmente à luz das acusações da África do Sul contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça.
Outras Notícias Mundiais em Breve
Em outras notícias internacionais, a junta de Burkina Faso anunciou a proibição de todos os partidos políticos, cujas atividades estavam suspensas desde que os militares tomaram o poder em 2022. O ministro do Interior, Emile Zerbo, afirmou que a proibição fazia parte dos planos para "reconstruir o Estado" após "numerosos abusos" no sistema multipartidário do país, que, segundo ele, estava "promovendo a divisão entre os cidadãos e enfraquecendo o tecido social". O líder da junta, Capitão Ibrahim Traoré, tem enfrentado críticas por reprimir a dissidência. Burkina Faso teria mais de 100 partidos registrados antes do golpe de 2022.
A Suprema Corte do Panamá anulou contratos que permitiam a uma empresa com sede em Hong Kong, a CK Hutchison Holding, por meio de sua subsidiária Panama Ports Company (PPC), operar portos de contêineres no Canal do Panamá. O tribunal considerou que as leis que permitiam à empresa operar os portos eram "inconstitucionais". A PPC operava dois dos cinco portos desde a década de 1990 e já havia concordado em vendê-los a um grupo liderado por uma empresa de investimentos dos EUA. A decisão ocorre um ano depois que o então presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a China estava "operando o Canal do Panamá" em seu discurso de posse.
Nos Estados Unidos, o ex-presidente Donald Trump e seus filhos, Eric Trump e Donald Trump Jr., entraram com uma ação judicial de bilhões de dólares contra o governo federal por causa de vazamentos de suas declarações de impostos comerciais e pessoais. A queixa civil, apresentada no tribunal federal de Miami, busca US$ 10 bilhões em indenizações. A família Trump acusa o Serviço de Receita Federal (IRS) e o Departamento do Tesouro de não impedir a divulgação de "informações financeiras pessoais confidenciais" por um ex-contratado do IRS, Charles "Chaz" Littlejohn, que atualmente cumpre uma pena de prisão de cinco anos.
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