Milão Vê Protestos Contra o Papel do ICE dos EUA nas Olimpíadas de Inverno em Meio a Crescentes Tensões Globais
Milão, Itália – Centenas de manifestantes se reuniram em Milão no fim de semana para denunciar o planejado destacamento de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) durante as próximas Olimpíadas de Inverno, que começam na sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026. Os protestos ocorreram na Piazza XXV Aprile, uma praça que comemora a libertação da Itália da ocupação nazista em 1945, de acordo com a Sky News.
O Ministério do Interior italiano afirmou que os agentes do ICE operariam apenas dentro dos escritórios diplomáticos dos EUA e não patrulhariam as ruas. Apesar dessas garantias, os manifestantes manifestaram sua oposição, ecoando os protestos anti-ICE vistos nos Estados Unidos, soprando apitos e cantando músicas de Bruce Springsteen, informou a Sky News.
Os protestos em Milão ocorreram em um contexto de crescentes tensões internacionais. Em resposta à decisão da União Europeia de designar o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) como uma organização terrorista, o Irã declarou os exércitos europeus como grupos terroristas. O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que a decisão foi tomada sob o Artigo 7 da Lei de Contramedidas Contra a Declaração do IRGC como uma Organização Terrorista, de acordo com a Al Jazeera.
Aumentando as tensões, o líder supremo do Irã, Ayatollah Ali Khamenei, alertou que qualquer ação militar dos Estados Unidos incendiaria uma guerra regional, informou a Sky News. Este aviso veio depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, se recusou a comentar sobre a possibilidade de ação militar contra o Irã e afirmou que navios de guerra americanos "muito grandes" estavam se dirigindo para a região. Khamenei alertou Trump que toda a região seria engolida em conflito se os EUA iniciassem uma guerra.
Enquanto isso, os apelos por boicotes contra Israel se intensificaram após o que a Al Jazeera descreveu como a "guerra genocida contra Gaza" de Israel. Os defensores estão pedindo boicotes de produtos israelenses e pedindo que as empresas se desfaçam de Israel ou de seus assentamentos na Cisjordânia ocupada.
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