68º Grammy Awards Marcados por Triunfos Musicais e Controvérsia Política
Los Angeles, CA – O 68º Grammy Awards, realizado no domingo na Crypto.com Arena em Los Angeles, celebrou os maiores nomes da música, mas também se tornou um palco para declarações políticas e controvérsias. "Wildflower" de Billie Eilish ganhou a Canção do Ano, "Luther" de Kendrick Lamar e SZA levou o prêmio de Gravação do Ano, Olivia Dean foi nomeada Melhor Artista Revelação, e "DeBI TiRAR MaS FOToS" de Bad Bunny ganhou Álbum do Ano, de acordo com a ABC News.
O show de premiação, no entanto, foi ofuscado por várias controvérsias. Trevor Noah, o apresentador, atraiu a ira do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, depois de fazer uma piada referenciando Trump e Jeffrey Epstein. "Canção do Ano - esse é um Grammy que todo artista quer quase tanto quanto Trump quer a Groenlândia, o que faz sentido porque a ilha de Epstein sumiu, ele precisa de uma nova para sair com Bill Clinton", disse Noah, de acordo com a BBC World. Trump, que foi associado de Epstein por anos, ameaçou processar o comediante por causa da piada. Trump afirmou que não tinha conhecimento dos crimes de Epstein e que eles se desentenderam por volta de 2004, de acordo com a BBC World.
Aumentando os tons políticos, o Dalai Lama ganhou na categoria de audiolivro por "Meditações: As Reflexões de Sua Santidade o Dalai Lama". Pequim reagiu com raiva à premiação, chamando-a de "manipulação política anti-China", de acordo com a BBC World. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou: "Nós nos opomos firmemente a que as partes relevantes usem prêmios de arte como uma ferramenta para manipulação política anti-China, e esta posição é consistente." O Dalai Lama, que vive exilado de sua terra natal tibetana desde 1959, aceitou o prêmio com "gratidão e humildade", de acordo com a BBC World.
Indo para o Grammy de 2026, Kendrick Lamar liderou a lista de indicados com nove indicações, seguido por Lady Gaga, Cirkut e Jack Antonoff com sete indicações cada, de acordo com a ABC News.
Fora do Grammy, Gianni Infantino, o presidente da FIFA, pediu desculpas aos torcedores de futebol britânicos depois de fazer uma piada sobre prisões durante a Copa do Mundo. "Pela primeira vez na história... nenhum britânico foi preso durante uma Copa do Mundo. Imaginem!", disse Infantino no Fórum Econômico Mundial em Davos, de acordo com a Sky News. A Football Supporters' Association criticou o comentário como uma "piada barata". Infantino também insistiu que Trump merecia um prêmio da paz, de acordo com a Sky News.
Em outras notícias, Laura Fernández, do partido Povo Soberano, venceu a eleição presidencial da Costa Rica com uma vitória esmagadora, levando a América Latina ainda mais para a direita, de acordo com o The Guardian. Fernández prometeu reprimir a crescente violência ligada ao tráfico de cocaína. Seu rival mais próximo, o economista de centro-direita Álvaro Ramos, admitiu a derrota.
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