A 68ª edição do Grammy Awards, realizada no domingo na Crypto.com Arena em Los Angeles, foi marcada tanto por prêmios musicais quanto por declarações políticas. A cerimônia consagrou "Wildflower" de Billie Eilish como Canção do Ano, "Luther" de Kendrick Lamar e SZA como Gravação do Ano, Olivia Dean como Artista Revelação e "DeBI TiRAR MaS FOToS" de Bad Bunny como Álbum do Ano, segundo a ABC News. No entanto, o evento também se tornou uma plataforma para protestos contra as políticas de imigração do governo Trump e atraiu críticas da China por um prêmio concedido ao Dalai Lama.
Vários artistas, incluindo Billie Eilish, usaram seu tempo no palco para manifestar oposição ao Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). Eilish, ao aceitar seu prêmio, declarou: "Ninguém é ilegal em terra roubada" e acrescentou: "Sinto-me realmente esperançosa nesta sala e sinto que precisamos continuar lutando, falando e protestando. Nossas vozes realmente importam, e as pessoas importam. E f*** o ICE, é tudo o que vou dizer." A Fox News noticiou sobre as celebridades usando a plataforma para condenar o ICE.
A vitória do Dalai Lama na categoria de audiolivro por "Meditations: The Reflections of His Holiness the Dalai Lama" provocou uma forte resposta de Pequim. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, afirmou: "Nós nos opomos firmemente a que as partes relevantes usem prêmios de arte como uma ferramenta para manipulação política anti-China, e esta posição é consistente", segundo a BBC. O Dalai Lama, que vive no exílio desde 1959, aceitou o prêmio com "gratidão e humildade".
Aumentando as controvérsias, o ex-presidente Donald Trump ameaçou processar o comediante Trevor Noah por uma piada feita durante o Grammy Awards. Noah, que apresentou o evento, brincou: "Canção do Ano - esse é um Grammy que todo artista quer quase tanto quanto Trump quer a Groenlândia, o que faz sentido porque a ilha de Epstein sumiu, ele precisa de uma nova para sair com Bill Clinton." A BBC informou que Trump, que era conhecido por ser um associado de Jeffrey Epstein, afirma que não tinha conhecimento dos crimes de Epstein e que eles se desentenderam por volta de 2004.
Os prêmios também acontecem em meio a uma reformulação mais ampla dos marcos de Washington sob o governo Trump. De acordo com a Fox News, o Trump Kennedy Center fechará no final deste ano para uma reforma de dois anos, após uma revisão de um ano envolvendo empreiteiros, especialistas em arte e outros consultores.
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