As autoridades francesas invadiram os escritórios da plataforma de mídia social X de Elon Musk em Paris na terça-feira, intensificando uma investigação em andamento sobre as práticas da plataforma, de acordo com um comunicado do Ministério Público de Paris. A busca, conduzida pela unidade de crimes cibernéticos, pela unidade cibernética nacional francesa e pela Europol, concentrou-se em suspeitas de abuso de algoritmos, imagens deepfake e preocupações em torno de postagens geradas pelo chatbot de IA do X, Grok.
O Ministério Público afirmou que o objetivo da busca era garantir a conformidade do X com a lei francesa, particularmente em relação ao Grok, que, segundo a procuradora-chefe Laure Beccuau, levou à disseminação de conteúdo problemático. Musk também foi convocado para comparecer a uma audiência em abril.
Enquanto isso, o cenário da interação com IA está enfrentando novos desafios. Uma plataforma de mídia social para agentes de IA chamada Moltbook, criada pela OpenClaw, teve algumas de suas postagens mais virais provavelmente criadas por humanos, de acordo com várias fontes. Esses indivíduos estariam ditando diretamente as palavras dos bots ou influenciando-os a discutir tópicos específicos. Essa infiltração, juntamente com as vulnerabilidades de segurança expostas por hackers, é potencialmente impulsionada por um desejo de exagerar os temores de uma tomada de poder pela IA, de acordo com relatos.
Os desenvolvimentos destacam a complexidade da comunicação da IA e a necessidade de medidas de segurança robustas e considerações éticas no desenvolvimento da IA. Empresas como a Asana estão integrando agentes de IA como colegas de equipe colaborativos com memória compartilhada e supervisão humana para fluxos de trabalho transparentes e confiáveis, informou a VentureBeat.
Em outras notícias relacionadas à IA, uma nova ferramenta chamada RAIL (Remote Agent Invocation Layer) surgiu, com o objetivo de conectar aplicativos a grandes modelos de linguagem (LLMs). De acordo com o Hacker News, o RAIL é uma "ponte universal" que conecta aplicativos em vários idiomas (C, C++, Python, Node.js) a LLMs como GPT, Claude e Gemini. O projeto permite que os desenvolvedores adicionem uma única linha de código ao seu aplicativo, permitindo que a IA chame diretamente seus métodos.
Além disso, o conceito de "Agent Skills" está ganhando força como uma forma de aprimorar as capacidades dos agentes de IA. Agent Skills são pastas de instruções, scripts e recursos que os agentes podem descobrir e usar para executar tarefas com mais precisão e eficiência. Essas habilidades fornecem aos agentes conhecimento processual e contexto, permitindo que eles estendam suas capacidades com base na tarefa em questão. Essa abordagem permite a criação de pacotes portáteis e com controle de versão de conhecimento organizacional, de acordo com o Hacker News.
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