O Irão enfrentou uma repressão brutal no início de 2026, após protestos generalizados contra a República Islâmica no poder, com as forças de segurança alegadamente a matar milhares de pessoas em questão de dias, de acordo com a revista Time. Os eventos desenrolaram-se depois de as autoridades iranianas terem desligado a internet a 8 de janeiro de 2026 e terem dado ordens às forças de segurança para reprimirem os distúrbios.
Os protestos, que lembram a revolução de 1979 que levou a República Islâmica ao poder, viram iranianos comuns a sair às ruas para exigir mudanças. No entanto, a resposta do regime foi rápida e violenta. A Time noticiou que as autoridades de saúde iranianas indicaram que o número de mortos poderia exceder em muito a maioria das estimativas, podendo atingir 30.000 pessoas mortas num período de 48 horas. Os alegados massacres envolveram tiroteios e foram descritos como "um dos mais intensos" desde a Segunda Guerra Mundial, de acordo com a Time.
Os distúrbios ocorreram num contexto de desilusão com a República Islâmica. O Ayatollah Ruhollah Khomeini, que regressou ao Irão em 1979 após 15 anos de exílio, tinha sido inicialmente visto por milhões como um líder que traria democracia e prosperidade económica, observou a Time. No entanto, os críticos dizem que Khomeini e os seus apoiantes transformaram o país numa teocracia totalitária, eclipsando a soberania do povo com uma "ordem monolítica e intransigente".
A administração Trump tinha prometido que os EUA viriam em socorro, mas isso não aconteceu, de acordo com a Time.
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