Populista de direita Laura Fernández vence a presidência da Costa Rica
Laura Fernández, uma populista de direita, venceu a eleição presidencial da Costa Rica com uma vitória esmagadora, segundo o The Guardian. Fernández, representando o partido Povo Soberano, garantiu a presidência após fazer campanha com uma plataforma de combate à crescente violência ligada ao tráfico de cocaína. Seu rival mais próximo, o economista de centro-direita Álvaro Ramos, admitiu a derrota quando os resultados confirmaram a vitória de Fernández.
Os resultados da eleição sinalizam uma mudança ainda maior para a direita na América Latina. A vitória de Fernández ocorre depois que ela prometeu abordar o aumento da violência associada ao tráfico de cocaína, uma preocupação fundamental para os eleitores da Costa Rica.
Em outras notícias, a presidente mexicana Claudia Sheinbaum prometeu enviar ajuda humanitária a Cuba esta semana, apesar dos esforços de Washington para cortar o acesso da ilha ao petróleo, segundo o The Guardian. Sheinbaum afirmou que o México estava explorando todas as vias diplomáticas para enviar combustível ao povo cubano. Essa medida segue uma ordem anterior do ex-presidente Trump ameaçando com tarifas os países que vendem petróleo para Cuba.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, um influenciador brasileiro de direita, Júnior Pena, foi preso por agentes do ICE em Nova Jersey, informou o The Guardian. Pena, cujo nome completo é Eustáquio da Silva Pena Júnior, já havia declarado seu apoio a Trump e alegado falsamente que a repressão à imigração tinha como alvo apenas criminosos. Pena teria vivido nos EUA desde 2009.
As tensões no Ártico continuam, pois o interesse passado de Trump na Groenlândia reabriu velhas feridas para os Inuit em todo o Ártico, segundo o The Guardian. Uma marcha recente em Nunavut, Canadá, mostrou residentes demonstrando apoio à Groenlândia com cartazes dizendo "Estamos com a Groenlândia" e "A Groenlândia é um parceiro, não uma compra". Essa demonstração de solidariedade destaca as preocupações entre os povos indígenas em relação a potenciais ações imperialistas na região do Ártico.
Em um relatório separado, o The Guardian observou um estudo da Academia de Genebra de Direito Internacional Humanitário e Direitos Humanos que descobriu que o direito internacional destinado a limitar os efeitos da guerra está em um ponto de ruptura. O estudo, que cobriu 23 conflitos nos últimos 18 meses, concluiu que mais de 100.000 civis foram mortos e crimes de guerra, como tortura e estupro, são cometidos com quase total impunidade.
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