ZINTAN, Líbia – Seif al-Islam Gaddafi, filho do falecido ditador líbio Muammar Gaddafi, foi morto na terça-feira em sua casa em Zintan, no oeste da Líbia, de acordo com fontes próximas a ele. O homem de 53 anos teria sido baleado por homens armados mascarados que invadiram sua residência na cidade localizada a 136 quilômetros a sudoeste de Trípoli, informou a Euronews. O advogado de Gaddafi, Khaled, confirmou sua morte.
O assassinato ocorreu em meio a crescentes tensões internacionais em várias frentes. No Leste Europeu, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy afirmou que a Ucrânia ajustaria sua postura para negociações em Abu Dhabi após o maior ataque aéreo da Rússia contra a Ucrânia neste inverno. De acordo com a Euronews, o ataque envolveu 71 mísseis e 450 drones visando a infraestrutura de energia civil da Ucrânia. Zelenskyy reiterou que o ataque demonstrou as intenções inalteradas da Rússia.
Enquanto isso, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian instruiu o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, a buscar negociações "justas e equitativas" com os Estados Unidos, sinalizando uma possível mudança na abordagem de Teerã para aliviar as tensões, informou a Euronews. Essa medida ocorre após semanas de retórica acirrada entre o Irã e os EUA, escalando após o ex-presidente Trump ameaçar uma intervenção militar.
Em outras notícias internacionais, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, instou a União Europeia a implementar o acordo de livre comércio com os países do Mercosul sem demora. Em entrevista à Euronews, Peña alertou que adiar o acordo seria um "erro" em meio a crescentes tensões geopolíticas. O pacto de livre comércio, assinado no mês passado pela UE e pelos membros do Mercosul, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, tem enfrentado atrasos na ratificação total pela UE.
Separadamente, e-mails recém-divulgados revelaram que o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein tentou repetidamente se encontrar com o presidente russo Vladimir Putin. A Sky News informou que, a partir de 2013, Epstein fez várias tentativas de se encontrar com Putin por meio do ex-primeiro-ministro norueguês Thorbjorn Jagland. Embora o nome de Putin apareça mais de 1.000 vezes nos arquivos divulgados, não há evidências de que os dois tenham se encontrado, e sua inclusão não implica qualquer irregularidade, de acordo com a Sky News.
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