EUA e Rússia Não Estão Mais Limitados por Tratado Nuclear, Aumentando Preocupações sobre o Controle de Armas
Pela primeira vez em mais de meio século, os Estados Unidos e a Rússia estão operando sem um acordo juridicamente vinculativo que limite suas forças nucleares estratégicas. O Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Novo START), assinado em 2010 pelo então presidente dos EUA, Barack Obama, e pelo presidente russo, Dmitry Medvedev, expirou na quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, não deixando restrições formais aos arsenais nucleares das duas nações.
O término do Novo START levanta preocupações sobre uma potencial corrida armamentista nuclear entre os EUA e a Rússia. O tratado havia comprometido ambos os países a reduções específicas em suas ogivas nucleares implantadas, sistemas de entrega e lançadores.
O desenvolvimento ocorre em meio a tensões globais elevadas, incluindo o conflito em curso na Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, em entrevista à emissora pública francesa France 2 na quarta-feira, revelou que aproximadamente 55.000 soldados ucranianos foram mortos desde o início da invasão em grande escala da Rússia em fevereiro de 2022. A declaração de Zelenskyy marcou um raro reconhecimento público do significativo custo humano da guerra.
Somando-se ao complexo cenário geopolítico, novas negociações nucleares EUA-Irã estão programadas para ocorrer em Omã na sexta-feira. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, anunciou as negociações na quarta-feira, após incertezas anteriores sobre se elas prosseguiriam. O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, expressou seu apoio a esses esforços diplomáticos, enfatizando a necessidade de evitar uma "guerra total" no Oriente Médio, à medida que as tensões entre o Irã e os Estados Unidos continuam a aumentar. "Quero enfatizar que a questão da guerra e da paz está nas mãos do governo e unicamente do governo", disse Salam à editora da UE da Euronews, Maria Tadeo, na Cúpula Mundial de Governos.
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