EUA Buscam Contrarrestar o Domínio Mineral da China em Meio a Preocupações Globais com os Direitos Humanos e a Instabilidade Política
Washington D.C. - Os Estados Unidos estão liderando uma iniciativa para estabelecer uma zona de comércio para minerais críticos, visando desafiar o domínio da China na indústria. O esforço surge em meio a crescentes preocupações globais sobre direitos humanos, retrocesso democrático e instabilidade política em várias nações, de acordo com relatórios recentes.
Na quarta-feira, o Departamento de Estado sediou o evento inaugural Ministerial de Minerais Críticos, atraindo a participação de países e organizações, incluindo o Reino Unido, a União Europeia, o Japão, a Índia, a Coreia do Sul, a Austrália e a República Democrática do Congo, de acordo com a BBC Technology. Os delegados se reuniram para discutir a disponibilidade e o acesso a minerais cruciais para a fabricação de tecnologias essenciais, de smartphones a armas.
A iniciativa dos EUA coincide com um novo relatório que destaca uma "recessão democrática" em todo o mundo. A Human Rights Watch (HRW) informou que quase três quartos da população global agora vivem sob governantes autocráticos, níveis não vistos desde a década de 1980, de acordo com o The Guardian. O relatório citou o crescente autoritarismo e abusos nos EUA, Rússia e China como ameaças à ordem global baseada em regras.
A instabilidade política e as preocupações com os direitos humanos também são evidentes em outras partes do mundo. Em Uganda, o líder da oposição Bobi Wine permanece escondido quase três semanas após uma eleição contestada, enquanto uma disputa nas redes sociais com o chefe militar do país aumenta, de acordo com o The Guardian. Wine alegou fraude em massa na eleição e pediu aos apoiadores que protestassem.
Enquanto isso, na Venezuela, um associado próximo do deposto presidente Nicolás Maduro, Alex Saab, foi supostamente detido em Caracas durante uma operação conjunta da agência de inteligência da Venezuela e do FBI, de acordo com o The Guardian. Saab, um rico empresário colombiano-venezuelano, é considerado há muito tempo o testa de ferro de Maduro. No mesmo endereço, o bilionário magnata da mídia Raúl Gorrín também foi supostamente preso.
Aumentando as complexidades na Venezuela, o governo planeja transformar a notória prisão El Helicoide em Caracas em um centro cultural, de acordo com o The Guardian. Os críticos argumentam que essa medida apaga a longa história de repressão da Venezuela. El Helicoide, originalmente projetado como um shopping center drive-through na década de 1950, nunca foi concluído e se tornou uma prisão sob os regimes de Hugo Chávez e Nicolás Maduro.
O esforço dos EUA para garantir o fornecimento de minerais críticos, juntamente com as preocupações globais sobre direitos humanos e estabilidade política, ressalta os desafios interconectados que a comunidade internacional enfrenta.
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