Múltiplas Investigações e Agitação Política se Desenrolam ao Redor do Globo
Os últimos dias testemunharam uma série de investigações, prisões e tensões políticas abrangendo continentes, impactando figuras na tecnologia, aplicação da lei e política internacional. Da França ao Canadá, de Uganda à Venezuela e até mesmo dentro do Reino Unido, eventos significativos estão se desenrolando e exigem atenção.
No Reino Unido, o Primeiro-Ministro Keir Starmer pediu desculpas às vítimas de Jeffrey Epstein por ter acreditado no que ele chamou de "mentiras" de Lord Mandelson e, subsequentemente, tê-lo nomeado como embaixador do Reino Unido nos EUA, de acordo com a BBC World. Starmer abordou a crescente raiva sobre sua gestão da questão durante um discurso planejado sobre financiamento comunitário. "Nenhum de nós conhecia as profundezas e a escuridão desse relacionamento", afirmou Starmer, reconhecendo o conhecimento público anterior da associação de Lord Mandelson com Epstein. No entanto, a líder conservadora Kemi Badenoch teria considerado a posição do Primeiro-Ministro "insustentável", enquanto os Liberais Democratas pediram mais ações, de acordo com a BBC World.
Enquanto isso, através do Canal da Mancha, os escritórios franceses da plataforma de mídia social X de Elon Musk foram invadidos pela unidade de combate a crimes cibernéticos do procurador de Paris, informou a BBC Technology. A invasão faz parte de uma investigação sobre supostos crimes, incluindo extração ilegal de dados e cumplicidade na posse de material de abuso sexual infantil (CSAM). O gabinete do procurador também afirmou que tanto Musk quanto a ex-CEO da X, Linda Yaccarino, foram convocados para comparecer a audiências em abril. Musk respondeu à invasão no X, chamando-a de "ataque político", de acordo com a BBC Technology. Separadamente, o Information Commissioner's Office (ICO) do Reino Unido anunciou uma investigação sobre a ferramenta de IA de Musk, Grok, sobre seu "potencial para produzir conteúdo sexualizado prejudicial em imagens e vídeos", informou a BBC Technology.
No Canadá, oito policiais atuais e antigos de Toronto foram presos após uma investigação abrangente, informou o The Guardian. As autoridades afirmaram que a investigação expôs o "alcance corrosivo do crime organizado" na maior cidade do Canadá, com supostas ligações a subornos, tráfico de drogas e um plano de assassinato. O chefe do serviço de polícia de Toronto, Myron Demkiw, juntou-se ao chefe de polícia regional de York, Jim MacSween, e seu vice, Ryan Hogan, em uma conferência de imprensa, de acordo com o The Guardian.
Mais a leste, em Uganda, o líder da oposição Bobi Wine permanece escondido quase três semanas após uma eleição disputada, informou o The Guardian. Seu paradeiro é desconhecido desde que ele fugiu do que descreveu como uma invasão noturna de sua casa pela polícia e pelos militares. Isso ocorre enquanto uma disputa de alto risco nas redes sociais com o chefe militar do país aumenta, de acordo com o The Guardian. Wine alegou fraude em massa após a eleição e pediu aos apoiadores que protestassem, informou o The Guardian.
Finalmente, na Venezuela, Alex Saab, um associado próximo e poderoso do deposto Presidente Nicolás Maduro, foi supostamente detido durante uma operação conjunta da agência de inteligência da Venezuela e do FBI, informou o The Guardian. Saab, um rico empresário colombiano-venezuelano há muito considerado o testa de ferro de Maduro, foi retirado de um endereço onde o magnata bilionário da mídia Raúl Gorrín também teria sido preso, de acordo com o The Guardian. Saab pode ser extraditado para os EUA em dias, informou o The Guardian.
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