A Casa Branca removeu uma publicação nas redes sociais compartilhada pelo ex-presidente Donald Trump na sexta-feira que incluía uma representação racista do ex-presidente Barack Obama e da ex-primeira-dama Michelle Obama como macacos, horas depois de inicialmente defender o vídeo. A medida veio em meio a uma condenação generalizada de democratas e republicanos. Simultaneamente, o Departamento de Justiça anunciou a prisão e extradição de Zubayr al-Bakoush, um suspeito no ataque de Benghazi de 2012, e divulgou documentos adicionais dos arquivos de Jeffrey Epstein.
O vídeo, que Trump compartilhou em sua plataforma de mídia social, apresentava uma animação dos Obamas com traços semelhantes aos de macacos, provocando reação imediata. O vídeo também incluía alegações desmentidas sobre a eleição de 2020. De acordo com um funcionário da Casa Branca, a publicação foi feita "erroneamente" por um membro da equipe. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, havia defendido anteriormente o vídeo, descrevendo-o como parte de um "meme da internet" que retratava Trump como o "Rei da Selva".
Em um desenvolvimento separado, a procuradora-geral Pam Bondi anunciou a prisão de Zubayr al-Bakoush, um suspeito no ataque de Benghazi de 2012. Al-Bakoush foi transferido para os EUA durante a noite e pousou na Base Aérea Andrews. O ataque ao complexo diplomático dos EUA e a um posto avançado da CIA nas proximidades em Benghazi, Líbia, em 11 de setembro de 2012, resultou na morte do embaixador dos EUA na Líbia, Chris Stevens, e de outros três. Bondi fez o anúncio ao lado do diretor do FBI, Kash Patel, e da procuradora dos EUA, Jeanine Pirro.
O Departamento de Justiça também divulgou documentos adicionais dos arquivos de Jeffrey Epstein na sexta-feira. O lote mais recente, acessível nos Conjuntos de Dados 9, 10, 11 e 12, inclui dezenas de milhares de páginas de material, como fotos, vídeos, registros judiciais, documentos do FBI e do DOJ, recortes de notícias e e-mails. Alguns arquivos mencionam figuras proeminentes, incluindo o presidente Trump, o ex-presidente Bill Clinton e o bilionário Elon Musk, que não foram ligados a nenhuma irregularidade. A Lei de Transparência dos Arquivos Epstein determinou que o DOJ produzisse arquivos relacionados ao falecido criminoso sexual e seus cúmplices.
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