WASHINGTON - A publicação nas redes sociais do ex-presidente Donald Trump, apresentando uma representação racista de Barack e Michelle Obama como macacos, foi removida pela Casa Branca na sexta-feira, horas depois de ter sido inicialmente defendida. O vídeo controverso, que amplificava alegações falsas sobre a eleição presidencial de 2020, atraiu rápida condenação tanto de democratas quanto de republicanos. Simultaneamente, o Pentágono anunciou que estava cortando laços com a Universidade de Harvard, e um tribunal federal de apelações endossou a política da administração Trump de manter muitos detentos do ICE sem audiências de fiança.
O vídeo, que foi compartilhado na conta de mídia social de Trump, incluía imagens que retratavam os Obamas de maneira depreciativa. Um funcionário da Casa Branca afirmou que um membro da equipe "fez a publicação erroneamente", que foi subsequentemente removida. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, inicialmente defendeu o vídeo, descrevendo-o como parte de um "vídeo de meme da internet". No entanto, a publicação foi removida após enfrentar críticas generalizadas.
Trump, falando na Air Force One, afirmou que "não viu" as imagens ofensivas. "Eu só olhei para a primeira parte", disse ele, observando que a maioria do vídeo se concentrava em supostas fraudes eleitorais. "Eu não vi tudo. Acho que no final, havia algum tipo de imagem que as pessoas não gostam. Eu também não gostaria, mas não vi." Ele sugeriu que um membro da equipe havia postado o vídeo sem seu conhecimento.
Legisladores republicanos, incluindo o senador Tim Scott, o único republicano negro no Senado, condenaram o vídeo. "Rezando para que seja falso porque é a coisa mais racista que vi desta Casa Branca", escreveu Scott. "O presidente deveria removê-lo."
Em outras notícias, o Pentágono anunciou que estava encerrando todos os programas de treinamento militar, bolsas e programas de certificado com a Universidade de Harvard. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que Harvard "não atende mais às necessidades do Departamento de Guerra ou dos serviços militares". Esta decisão marca o desenvolvimento mais recente na disputa em andamento da administração Trump com a universidade.
Além disso, um tribunal federal de apelações endossou a política da administração Trump de manter amplos grupos de detentos de imigração sem audiências de fiança. Um painel de juízes do 5º Tribunal de Apelações do Circuito decidiu que a administração havia reinterpretado corretamente uma lei de imigração, impedindo que muitos imigrantes não autorizados presos pela Imigração e Alfândega (ICE) solicitassem liberdade sob fiança. Anteriormente, imigrantes que viviam nos EUA ilegalmente por anos geralmente eram elegíveis para audiências de fiança.
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