A União Europeia ordenou ao TikTok que alterasse o seu "design viciante" sob pena de multas significativas, na sequência de uma investigação que concluiu que a plataforma de partilha de vídeos violou as regras de segurança online. As conclusões da UE, anunciadas recentemente, citaram preocupações sobre funcionalidades como a reprodução automática e os seus potenciais danos para os utilizadores, incluindo crianças, de acordo com a BBC Technology.
A Comissão Europeia lançou a sua investigação em fevereiro de 2024. As conclusões preliminares da Comissão indicaram que o TikTok não avaliou adequadamente os riscos associados às suas funcionalidades de design e não implementou medidas suficientes para os mitigar. Um porta-voz do TikTok, no entanto, disse à BBC que as conclusões apresentavam uma "descrição categoricamente falsa e totalmente sem mérito da nossa plataforma" e que a empresa planeava contestá-las.
Em outras notícias relacionadas com tecnologia, o Google está a enfrentar pressão dos seus funcionários sobre os laços da empresa com a aplicação da lei de imigração dos EUA. Quase 900 funcionários do Google assinaram uma carta aberta exigindo mais transparência em relação à forma como a tecnologia da empresa está a ser utilizada no governo dos EUA, de acordo com a BBC Business. O Google fornece serviços de nuvem a agências federais e tem ligações ao trabalho que está a ser feito na aplicação da lei de imigração. Um funcionário do Google com sete anos de experiência considerou "surpreendente" que a empresa estivesse a manter esses laços.
Entretanto, a receita do YouTube para 2025 foi revelada como sendo superior a 60 mil milhões de dólares, um valor que inclui receitas de publicidade e subscrições pagas. Este valor ultrapassa os 45 mil milhões de dólares em receitas geradas pela rival de streaming Netflix, de acordo com a BBC Business. Esta é a primeira vez que o Google destaca individualmente a receita anual da sua plataforma de vídeo desde que a adquiriu em 2006. A analista sénior da Midia Research, Hanna Kahlert, observou que, embora tenha sido um grande anúncio, foi "talvez não surpreendente", dada a prevalência do YouTube entre os nativos digitais.
Em notícias jurídicas, a Uber foi condenada por um tribunal dos EUA a pagar 8,5 milhões de dólares a uma mulher que alegou ter sido violada por um motorista da Uber. O júri considerou a Uber responsável pelo comportamento do motorista, embora a empresa pretenda recorrer da decisão, de acordo com a BBC Business. A queixosa, Jaylynn Dean, disse que foi agredida sexualmente no carro.
Finalmente, em notícias sobre infraestruturas, relatórios revelaram que muitas autoestradas inteligentes não estão a oferecer o valor esperado pelo dinheiro. Dois projetos, envolvendo secções da M25 e da M6, foram considerados como oferecendo um valor "muito pobre", de acordo com a National Highways, conforme relatado pela BBC Business. A AA, que representa os automobilistas, descreveu os projetos como um "desperdício catastrófico de tempo, dinheiro e esforço".
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