Ghislaine Maxwell, a associada condenada de Jeffrey Epstein, recusou-se a responder às perguntas do Comitê de Supervisão da Câmara dos EUA na segunda-feira, invocando seu direito da Quinta Emenda de permanecer em silêncio. A notícia surge enquanto os sobreviventes dos crimes de Epstein pedem a divulgação completa dos arquivos relacionados, e enquanto outros eventos significativos se desenrolam, incluindo o naufrágio de um barco de migrantes no Mediterrâneo e a sentença do ativista pró-democracia de Hong Kong, Jimmy Lai.
Maxwell, que cumpre uma pena de 20 anos por tráfico sexual em uma prisão no Texas, compareceu virtualmente para o depoimento a portas fechadas. O presidente republicano do Comitê de Supervisão da Câmara, James Comer, expressou decepção, afirmando que Maxwell "se recusou a responder a quaisquer perguntas e invocou a Quinta Emenda". Ele acrescentou que o comitê tinha "muitas perguntas a fazer sobre os crimes que ela e Epstein cometeram, bem como perguntas sobre potenciais co-conspiradores", de acordo com a BBC World.
Enquanto isso, os sobreviventes dos crimes de Epstein estão exigindo maior transparência. Em um vídeo de 40 segundos lançado no domingo do Super Bowl pelo grupo World Without Exploitation, os sobreviventes exibiram fotografias de seus eus mais jovens e declararam: "todos nós merecemos a verdade", de acordo com a BBC World. O Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) foi legalmente obrigado a divulgar todos os arquivos em dezembro do ano anterior, mas apenas alguns foram tornados públicos, com muitos deles editados. O DOJ citou razões como irrelevância, duplicação ou retenção sob processo deliberativo para os arquivos não divulgados.
Em outras notícias, a tragédia atingiu o Mar Mediterrâneo. Cinquenta e três pessoas estão mortas ou desaparecidas após o naufrágio de um barco na costa da Líbia na sexta-feira, de acordo com a agência de migração da ONU, conforme relatado pelo The Guardian. Apenas dois sobreviventes foram resgatados. A Organização Internacional para as Migrações informou que o barco virou ao norte de Zuwara.
Em Hong Kong, o ativista pró-democracia e magnata da mídia Jimmy Lai foi condenado a 20 anos de prisão sob a lei de segurança nacional de Pequim na segunda-feira, conforme relatado pela Al Jazeera. Lai, o fundador do jornal Apple Daily, agora fechado, foi preso pela primeira vez em agosto de 2020 e considerado culpado no final do ano passado por duas acusações de conluio estrangeiro e uma acusação de publicação sediciosa.
Finalmente, o potencial de tensões renovadas no Oriente Médio continua sendo uma preocupação. De acordo com a Al Jazeera, Trita Parsi, vice-presidente executivo do Quincy Institute for Responsible Statecraft, argumenta que, se o governo Trump adotar as "linhas vermelhas" de Israel nas negociações com o Irã, as conversas provavelmente fracassarão. Parsi sugere que o Irã está disposto a chegar a um acordo sobre seu programa nuclear, mas o sucesso das negociações depende da disposição dos EUA de desafiar as demandas israelenses.
Discussion
AI Experts & Community
Be the first to comment