O impacto da IA em vários setores está a fazer manchetes, com desenvolvimentos que vão desde a precisão de conselhos médicos até ao escrutínio regulatório e práticas no local de trabalho. A União Europeia ordenou que a Meta permitisse que chatbots de IA rivais estivessem no WhatsApp, enquanto um novo estudo destaca os perigos potenciais dos conselhos médicos gerados por IA. Simultaneamente, a indústria tecnológica está a ver algumas empresas adotarem horários de trabalho extremos, e batalhas legais sobre o impacto das redes sociais nas crianças estão a desenrolar-se nos EUA.
A diretiva da UE à Meta decorre de preocupações de que a gigante tecnológica esteja a abusar da sua posição dominante, bloqueando chatbots de IA rivais de aceder ao WhatsApp. De acordo com um relatório da BBC Technology, a Comissão Europeia afirmou que o WhatsApp é um ponto de entrada crucial para chatbots de IA como o ChatGPT alcançarem os utilizadores. A Meta, no entanto, contestou as alegações da UE, com um porta-voz a afirmar que a UE "não tinha razão" para intervir e tinha assumido "incorretamente" que o WhatsApp Business era uma forma chave de as pessoas usarem chatbots. A gigante tecnológica tinha alterado a aplicação de mensagens a 15 de janeiro, e desde então, apenas o seu assistente de IA, Meta AI, podia aceder a ela.
Entretanto, um estudo da Universidade de Oxford, conforme relatado pela BBC Technology, descobriu que os chatbots de IA fornecem conselhos médicos imprecisos e inconsistentes, potencialmente representando riscos para os utilizadores. Os investigadores deram a 1.300 pessoas um cenário para testar os chatbots. A Dra. Rebecca Payne, a principal médica no estudo, alertou que poderia ser "perigoso" para as pessoas consultarem chatbots sobre os seus sintomas. Uma sondagem da Mental Health UK de novembro de 2025 revelou que mais de um em cada três residentes do Reino Unido já usa IA para apoiar a sua saúde mental ou bem-estar.
No setor empresarial, algumas empresas de tecnologia estão a ultrapassar os limites da cultura de trabalho. Um relatório da BBC Business destacou que algumas empresas estão a anunciar semanas de trabalho de 70 horas. Uma empresa de tecnologia com sede em Nova Iorque, Rilla, que vende sistemas baseados em IA, inclui um aviso nos seus anúncios de emprego: "Por favor, não se junte se não estiver entusiasmado com a ideia de trabalhar 70 horas por semana pessoalmente com algumas das pessoas mais ambiciosas em Nova Iorque."
Batalhas legais relativas ao impacto das redes sociais também estão em andamento. A Al Jazeera informou que casos históricos contra empresas de redes sociais começaram esta semana nos EUA, com ações judiciais alegando que empresas como a Meta priorizaram os lucros em detrimento da segurança das crianças. Os argumentos iniciais começaram num caso movido pelo gabinete do procurador-geral do Novo México, que alega que a Meta não conseguiu proteger as crianças de material sexualmente explícito.
Estes desenvolvimentos destacam o impacto multifacetado da IA e da tecnologia em vários aspetos da sociedade, desde a saúde e a regulamentação até às práticas de trabalho e desafios legais. As próximas semanas e meses provavelmente verão mais desenvolvimentos nestas áreas, à medida que as partes interessadas lidam com as implicações destes avanços tecnológicos.
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