A Comissão Federal de Comércio (FTC) enviou uma carta à Apple, levantando preocupações sobre potencial viés político em seu aplicativo de curadoria de notícias, enquanto o regulador de mercados do Reino Unido anunciou mudanças nas lojas de aplicativos da Apple e do Google. Esses desenvolvimentos ocorrem no momento em que a Câmara dos Representantes dos EUA votou para derrubar tarifas impostas por Donald Trump sobre produtos canadenses, e um relatório destacou a exposição de crianças a anúncios de medicamentos para perda de peso online.
A carta da FTC, endereçada ao CEO da Apple, Tim Cook, alertou que o Apple News poderia estar violando a Seção 5 da Lei da FTC, que proíbe atos ou práticas desleais ou enganosas, de acordo com a Fox News. A natureza específica do suposto viés político não foi detalhada nas fontes disponíveis.
Enquanto isso, no Reino Unido, Apple e Google concordaram em fazer alterações em suas lojas de aplicativos após uma intervenção do regulador de mercados do Reino Unido, a Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA). As gigantes da tecnologia se comprometeram a não dar tratamento preferencial a seus próprios aplicativos e serão transparentes sobre como outros são aprovados para venda, de acordo com a BBC Technology. A CMA havia declarado anteriormente que Apple e Google detinham um "duopólio efetivo" no mercado de aplicativos do Reino Unido. A chefe da CMA, Sarah Cardell, disse que os compromissos propostos "impulsionarão a economia de aplicativos do Reino Unido".
Em outras notícias, a Câmara dos Representantes dos EUA votou para revogar as tarifas de Donald Trump sobre produtos canadenses. A votação, com 219 a 211 a favor, viu seis legisladores republicanos se juntarem aos democratas para apoiar a resolução, conforme relatado pela BBC World. No entanto, a votação é em grande parte simbólica, pois requer aprovação do Senado e, em última análise, de Trump, que é improvável que a sancione. Trump havia imposto anteriormente tarifas sobre o Canadá e recentemente ameaçou uma taxa de importação de 100% em resposta ao acordo comercial proposto pelo Canadá com a China.
Um relatório do comissário para crianças da Inglaterra revelou que as crianças são rotineiramente expostas a anúncios de injeções e pílulas para perda de peso online. O relatório descobriu que os jovens foram "bombardeados" com anúncios de produtos que afirmam mudar seus corpos e aparência, apesar das proibições de publicidade, de acordo com a BBC Technology. Dame Rachel de Souza, a comissária para crianças, chamou as postagens de "imensamente prejudiciais" para a autoestima dos jovens e pediu a proibição de publicidade em mídias sociais para crianças. Um porta-voz do regulador de mídia Ofcom afirmou que não tolera "empresas de tecnologia priorizando o engajamento em detrimento da segurança online das crianças".
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