O Tribunal Superior britânico decidiu na sexta-feira que a decisão do governo de proibir o grupo pró-Palestina Palestine Action como organização terrorista foi ilegal, embora a proibição permaneça em vigor aguardando recurso. A decisão do tribunal, proferida pelos juízes Victoria Sharp, Jonathan Swift e Karen Steyn, afirmou que "a natureza e a escala das atividades da Palestine Action" não atendiam ao limiar legal para uma designação de terrorista, de acordo com a Associated Press.
A decisão surge em um momento de mudanças no cenário político em outras partes do mundo. Em Bangladesh, o Partido Nacionalista de Bangladesh (BNP), liderado por Tarique Rahman, reivindicou vitória na sexta-feira nas primeiras eleições realizadas desde que o governo anterior foi derrubado em uma revolução liderada por estudantes em 2024, de acordo com a NPR. Os resultados finais ainda estão pendentes, com a Comissão Eleitoral devendo anunciá-los nos próximos dias.
Enquanto isso, na Alemanha, membros do partido de extrema-direita AfD deverão comparecer à Conferência de Segurança de Munique pela primeira vez em anos, após terem sido anteriormente banidos.
O recurso legal contra a proibição da Palestine Action decorreu da classificação do grupo pelo governo como organização terrorista. Manifestantes protestaram do lado de fora do tribunal Old Bailey em Londres, onde quatro ativistas da Palestine Action deveriam comparecer ao tribunal acusados de invasão na RAF Brize Norton em 20 de junho, na qual aeronaves foram danificadas com tinta spray, conforme relatado pela AP.
Os EUA também estiveram envolvidos em discussões sobre o futuro de Gaza. De acordo com uma proposta dos EUA obtida pela NPR, autoridades de segurança dos EUA estacionadas em Jerusalém elaboraram um plano em 30 de outubro de 2023, apenas três semanas após o ataque liderado pelo Hamas a Israel, sobre o que deveria ser feito quando a guerra terminasse. O memorando, intitulado "Estratégia de Saída de Gaza e a Manhã Seguinte", fez duas recomendações principais à administração Biden: estabelecer imediatamente forças de segurança palestinas e internacionais para impedir que o Hamas retorne ao poder.
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