O chefe da gigante portuária DP World, sediada no Dubai, Sultan Ahmed bin Sulayem, demitiu-se na sexta-feira após crescente pressão sobre seus laços com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, enquanto nos EUA, um pesquisador de segurança de IA deixou a Anthropic com o aviso de que o "mundo está em perigo". Enquanto isso, os trabalhadores da Administração de Segurança de Transportes (TSA) se preparavam para outra paralisação do governo, e o Secretário de Estado dos EUA sinalizou que o governo Trump quer fortalecer os laços com a Europa.
A saída de Sulayem da DP World, uma operadora portuária global, ocorreu após a divulgação de arquivos que mostraram que ele trocou centenas de e-mails com Epstein ao longo de uma década, de acordo com a BBC Business. A empresa anunciou sua demissão "com efeito imediato", nomeando Essa Kazim como presidente e Yuvraj Narayan como diretor executivo. Ser mencionado nos arquivos não é uma indicação de irregularidades, e a BBC procurou Sulayem para comentar.
No mundo da tecnologia, Mrinank Sharma, um pesquisador de segurança de IA, demitiu-se da Anthropic, citando preocupações sobre IA, armas biológicas e o estado do mundo em geral, conforme relatado pela BBC Technology. Sharma compartilhou sua carta de demissão no X, afirmando que buscaria escrever e poesia, e voltaria para o Reino Unido para "se tornar invisível". Esta notícia veio na mesma semana em que um pesquisador da OpenAI se demitiu, expressando preocupações sobre a decisão da empresa de implantar anúncios em seu chatbot.
Do outro lado do Atlântico, o Secretário de Estado dos EUA dirigiu-se aos líderes europeus na Conferência de Segurança de Munique, garantindo-lhes que os EUA não planejam abandonar a aliança transatlântica, de acordo com a BBC World. Ele afirmou: "Não procuramos separar, mas revitalizar uma velha amizade e renovar a maior civilização da história humana." Embora tenha criticado as políticas europeias de imigração, comércio e clima, o tom geral de seu discurso foi marcadamente diferente das administrações anteriores.
De volta aos EUA, os trabalhadores da TSA enfrentaram a perspectiva de outra paralisação do governo devido a um impasse de financiamento no Congresso, conforme relatado pelo New York Times. A divergência centrou-se em conter as táticas de aplicação de imigração linha-dura do governo Trump. As dificuldades enfrentadas pelos funcionários que trabalham sem pagamento passariam em grande parte despercebidas pelo público, com exceção daqueles que verificam documentos de identidade, escaneiam bagagens e realizam outras tarefas de segurança nos aeroportos dos EUA. Várias paralisações governamentais anteriores terminaram quando a força de trabalho da TSA começou a enfrentar dificuldades.
Em um incidente separado, o New York Times relatou o tiroteio de Julio C. Sosa-Celis por um agente de imigração em Minneapolis. O governo Trump inicialmente apresentou uma versão dos acontecimentos que demonizava o homem ferido, mas a versão oficial mudou mais tarde e acabou por desmoronar.
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