Uma paralisação parcial do governo, afetando o Departamento de Segurança Interna (DHS), entrou em vigor na sexta-feira após o esgotamento dos fundos, enquanto os legisladores permaneceram em um impasse sobre a aplicação de leis de imigração, de acordo com a ABC News. Esta é a terceira interrupção de financiamento desde outubro. Enquanto isso, o Departamento de Justiça processou a Universidade de Harvard por suposta retenção de documentos de admissão relacionados à raça, e a Ring, da Amazon, encerrou um acordo com a empresa de vigilância Flock Safety após reação pública.
A paralisação do DHS foi desencadeada quando o Congresso não conseguiu aprovar um projeto de lei de financiamento antes do prazo. O diretor do Gabinete de Gestão e Orçamento, Russell Vought, instruiu o DHS a começar a implementar planos de paralisação, informou a ABC News. Membros do Congresso deixaram Washington para um recesso de uma semana ou viajaram para o exterior para uma conferência de segurança. Trump indicou que estaria envolvido nas negociações de financiamento do DHS, de acordo com a ABC News.
Em outras notícias, o processo do Departamento de Justiça contra Harvard alega que a universidade reteve dados de admissão necessários para determinar se estava discriminando com base na raça, informou a ABC News. Esta ação segue as tentativas anteriores do governo Trump de cortar o financiamento federal para Harvard e bloquear a matrícula de estudantes internacionais devido a protestos no campus. Juízes federais bloquearam ambos os esforços.
Adicionalmente, a Ring, da Amazon, decidiu encerrar sua parceria com a Flock Safety, uma empresa de vigilância, após enfrentar escrutínio sobre suas práticas de privacidade, de acordo com a BBC Technology. O acordo, anunciado em outubro, teria permitido que agências que trabalham com a Flock recuperassem vídeos capturados em dispositivos Ring para investigações. A decisão veio depois que um anúncio da Ring exibido durante o Super Bowl provocou ampla reação.
Em desenvolvimentos relacionados, a versão do governo federal sobre um incidente envolvendo um agente do Immigration and Customs Enforcement (ICE) que atirou em Julio C. Sosa-Celis em Minneapolis foi questionada. Inicialmente, uma porta-voz do DHS afirmou que o agente atirou em legítima defesa após ser atacado. No entanto, a versão do governo mudou, e a versão inicial dos eventos "desmoronou completamente", de acordo com o NY Times.
Além disso, um ensaio planejado de vacina contra hepatite B financiado pelos EUA na Guiné-Bissau foi criticado pela Organização Mundial da Saúde como "antiético", de acordo com a BBC World. O ensaio, financiado pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, teria envolvido milhares de recém-nascidos. A OMS expressou "preocupações significativas" sobre o plano, descrevendo a vacina de dose ao nascer como "uma intervenção de saúde pública eficaz e essencial, com um histórico comprovado".
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