WASHINGTON, D.C. - Os Estados Unidos têm deportado secretamente requerentes de asilo, muitos dos quais fogem da guerra ou perseguição, para Camarões, de acordo com uma reportagem da Time. Esta prática, que supostamente contorna os tribunais dos EUA, envolve a detenção de indivíduos em uma instalação estatal onde são supostamente pressionados a retornar aos seus países de origem. O Departamento de Estado se recusou a comentar o assunto.
O New York Times informou que os EUA não anunciaram publicamente nenhum acordo com Camarões em relação ao alojamento de estrangeiros. Um relatório de supervisão do Senado divulgado na semana passada revelou que Washington já pagou US$ 32 milhões a países terceiros anfitriões. Aqueles detidos em Camarões podem, segundo relatos, deixar a instalação apenas se concordarem em retornar aos países de onde fugiram. Este processo é visto por alguns como parte de um esforço mais amplo da administração Trump para acelerar as deportações.
Em outros desenvolvimentos internacionais, as autoridades australianas estão se recusando a repatriar 34 mulheres e crianças com supostos laços com o ISIS da Síria, citando questões processuais e falta de apoio, de acordo com a NPR News. Esta decisão deixa esses cidadãos australianos em uma posição vulnerável, destacando os desafios complexos que as mulheres enfrentam após o conflito.
Enquanto isso, uma crise de combustível em Cuba, exacerbada pelas políticas dos EUA, está causando uma crise de desperdício e saúde, com lixo se acumulando em Havana e outras cidades devido à falta de caminhões de lixo operacionais, informou a Al Jazeera. Os moradores estão relatando atrasos significativos na coleta de lixo, levantando preocupações de saúde pública à medida que a situação piora, com o governo dos EUA reconhecendo a ameaça humanitária.
Em notícias políticas internas, eleitores anti-sistema estão, segundo relatos, se voltando contra Trump por causa da saga dos arquivos Epstein, de acordo com a Vox. Jovens republicanos estão particularmente enfurecidos.
Finalmente, o Partido Nacionalista de Bangladesh (BNP) garantiu uma vitória esmagadora nas eleições recentes, levando à posse de novos legisladores e à formação antecipada de um novo governo com Tarique Rahman como Primeiro-Ministro, informou a Al Jazeera. A vitória do BNP, após a revolta liderada por estudantes em 2024, reflete um desejo de mudança, com muitos rostos novos esperados no parlamento, e foi observada por dignitários estrangeiros.
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