Empresas de tecnologia em breve enfrentarão regulamentações mais rigorosas em relação a conteúdo abusivo, ao mesmo tempo em que enfrentam escrutínio sobre o impacto de suas plataformas. Uma nova lei do Reino Unido propõe que empresas de tecnologia removam imagens íntimas compartilhadas sem consentimento em até 48 horas, com possíveis penalidades incluindo multas pesadas ou bloqueios de serviço, de acordo com a BBC Technology. Simultaneamente, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, defendeu sua empresa em um julgamento histórico sobre vício em mídia social, e outras plataformas estão enfrentando críticas por políticas de conteúdo e verificação de usuários.
A emenda da lei do Reino Unido visa tratar o abuso de imagens íntimas com a mesma severidade que material de abuso sexual infantil e conteúdo terrorista, de acordo com a BBC Technology. O não cumprimento pode resultar em multas de até 10% das vendas globais de uma empresa ou na proibição de seus serviços no Reino Unido. Janaya Walker, diretora interina da End Violence Against Women Coalition, chamou a medida de "bem-vinda e poderosa", enfatizando que ela "coloca corretamente a responsabilidade nas empresas de tecnologia para agir".
Em uma questão legal separada, Zuckerberg testemunhou em um tribunal da Califórnia, defendendo a Meta Platforms, a empresa-mãe do Instagram, em um caso sobre vício em mídia social entre crianças, conforme relatado pela BBC Technology. O julgamento, que também envolve o YouTube do Google, marca um momento significativo de escrutínio para a gigante da tecnologia. Os advogados da Meta argumentaram que os problemas do autor da ação decorreram de outros fatores, e não do uso do Instagram.
Enquanto isso, o órgão regulador de publicidade do Reino Unido baniu um anúncio de "Call of Duty: Black Ops 7" por trivializar a violência sexual, de acordo com a BBC Technology. O anúncio, que apresentava uma cena de verificação de segurança considerada ofensiva, foi criticado por sua insensibilidade.
Além disso, a implementação da verificação de idade do Discord levantou preocupações entre os principais streamers, incluindo Eret, um popular streamer da Twitch com mais de um milhão de seguidores, de acordo com a BBC Technology. Eret expressou preocupações sobre as implicações para os dados do usuário e as comunidades online. "Muitas pessoas usam o mundo online como um lugar onde podem falar sobre coisas que não podem falar na vida real", disse ele.
Em outras notícias, o Victoria & Albert Museum (V&A) está exibindo uma reconstrução da página original de visualização do YouTube de dezembro de 2006, juntamente com o primeiro vídeo já carregado na plataforma, "Me at the Zoo", de acordo com a BBC Technology. O diretor executivo do YouTube, Neal Mohan, afirmou que a exposição convida o público "a voltar no tempo ao início de um fenômeno cultural".
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