Khaleda Zia, a primeira-ministra por três vezes e líder de longa data do Partido Nacionalista de Bangladesh (BNP), faleceu na terça-feira no Evercare Hospital em Dhaka, Bangladesh, após receber tratamento desde 23 de novembro. A sua morte levanta questões sobre a futura liderança do BNP e o potencial para o seu filho, Tarique Rahman, construir sobre o seu legado.
Apoiantes, líderes do partido e cidadãos reuniram-se em frente ao hospital, lamentando a morte de Zia. "A notícia tornou impossível ficarmos em casa", disse o ativista do BNP, Riyadul Islam. "Como não há oportunidade de vê-la, todos estão à espera cá fora. Há lágrimas nos olhos de todos." O seu funeral na quarta-feira, na Avenida Manik Mia, em Dhaka, atraiu dezenas de milhares de apoiantes do BNP.
A morte de Zia ocorre após um longo período de problemas de saúde. Embora a causa específica da morte não tenha sido divulgada de imediato, ela sofria, segundo relatos, de complicações relacionadas com diabetes, problemas renais e cardíacos. Especialistas médicos enfatizam que o controlo destas condições requer frequentemente uma abordagem multidisciplinar, incluindo medicação, ajustes no estilo de vida e, em alguns casos, intervenções avançadas.
Tarique Rahman, o presidente interino do BNP, regressou a Dhaka em 25 de dezembro de 2025, após 17 anos de autoexílio em Londres. O seu regresso prepara o terreno para uma potencial sucessão, mas permanecem dúvidas sobre a sua capacidade de unir o partido e navegar no complexo panorama político do Bangladesh. Rahman enfrenta desafios legais, incluindo condenações por acusações de corrupção, que podem dificultar as suas ambições políticas.
O BNP tem enfrentado divisões internas e pressões externas nos últimos anos. Analistas políticos sugerem que a liderança de Rahman será crucial para revitalizar o partido e desafiar a Liga Awami no poder. No entanto, as suas controvérsias passadas e a necessidade de abordar fações internas apresentam obstáculos significativos.
A direção futura do BNP sob Rahman permanece incerta. Espera-se que o partido realize discussões internas nas próximas semanas para determinar a sua estrutura de liderança e prioridades estratégicas. As próximas eleições nacionais serão um teste fundamental da capacidade de Rahman para mobilizar apoio e apresentar uma alternativa viável ao governo atual.
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