Ouro e prata fecharam o ano recorde com uma queda: o que vem a seguir?
Os preços do ouro e da prata diminuíram no último dia de negociação de 2025, apesar de permanecerem no caminho certo para seus ganhos anuais mais significativos em mais de quatro décadas. O ouro à vista estava em aproximadamente US$ 4.320 a onça, enquanto a prata caiu para cerca de US$ 71.
Os metais preciosos experimentaram considerável volatilidade em negociações escassas após o feriado, com os preços caindo na segunda-feira, se recuperando na terça-feira e caindo novamente na quarta-feira. Essas flutuações levaram o CME Group, o operador da bolsa, a aumentar os requisitos de margem duas vezes.
Tanto o ouro quanto a prata estão prestes a registrar seu melhor ano desde 1979, impulsionados pela forte demanda por ativos de refúgio seguro em meio a crescentes riscos geopolíticos e cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve dos EUA. O "debasement trade" (comércio de desvalorização), alimentado por preocupações com a inflação e o crescente endividamento nas economias desenvolvidas, impulsionou ainda mais a alta.
O mercado de ouro, significativamente maior que o de prata, viu investidores correndo para fundos negociados em bolsa lastreados em barras de ouro, enquanto os bancos centrais continuaram sua farra de compras de anos. O ouro subiu cerca de 63% este ano. Em setembro, ultrapassou um pico ajustado pela inflação estabelecido há 45 anos, um período marcado por pressões sobre a moeda dos EUA, inflação crescente e incerteza.
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