Pelo menos sete pessoas morreram e dezenas permanecem desaparecidas depois que um barco que transportava aproximadamente 200 migrantes virou na costa da Gâmbia, de acordo com as autoridades. A embarcação, que tentava chegar às Ilhas Canárias da Espanha, virou perto da aldeia de Jinack, na Região da Margem Norte, por volta da meia-noite de quarta-feira, disse o Ministério da Defesa da Gâmbia em um comunicado. O barco naufragado foi posteriormente descoberto encalhado em um banco de areia.
Noventa e seis pessoas foram resgatadas, e as buscas continuam pelos passageiros restantes. O incidente destaca o número crescente de migrantes da África que tentam a perigosa travessia do Atlântico para chegar à Europa.
As Ilhas Canárias se tornaram um destino frequente para migrantes que buscam entrar na Europa. Em 2024, quase 47.000 pessoas chegaram às ilhas. A Caminando Fronteras, uma organização não governamental espanhola, estima que mais de 9.000 migrantes morreram tentando chegar às Ilhas Canárias.
A rota através do Atlântico é repleta de perigos, muitas vezes envolvendo embarcações superlotadas e em mau estado de conservação. As motivações para empreender uma jornada tão perigosa são complexas, impulsionadas por fatores como pobreza, conflito e o desejo de oportunidade econômica na Europa. A BBC já relatou anteriormente a determinação de indivíduos em chegar às Ilhas Canárias, apesar dos riscos conhecidos.
As autoridades da Gâmbia estão a dar continuidade às suas operações de busca e salvamento. O incidente provavelmente reacenderá as discussões sobre as políticas de migração e a crise humanitária enfrentada por aqueles que tentam atravessar o Mar Mediterrâneo e o Oceano Atlântico para chegar à Europa.
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