Machado também disse à Fox News que planeja retornar à Venezuela o mais breve possível. Seus comentários vêm após uma operação militar dos EUA que depôs Nicolás Maduro, o presidente venezuelano que é amplamente considerado como tendo roubado a última eleição da oposição.
Após a remoção de Maduro, Trump teria descartado a ideia de Machado liderar o país. "Acho que seria muito difícil para ela ser a líder", disse Trump, segundo fontes. "Ela não tem o apoio interno, nem o respeito interno, do país. Ela é uma mulher muito simpática, mas não tem o respeito."
Duas pessoas próximas à Casa Branca disseram ao The Washington Post que a aceitação do Prêmio Nobel por Machado, em vez de entregá-lo a Trump, havia alienado o ex-presidente. "Embora Machado tenha dedicado o prêmio a Trump, sua aceitação do prêmio foi o pecado máximo aos olhos de Trump", disse uma das fontes ao Post. "Se ela tivesse recusado e dito: 'Não posso aceitá-lo, pertence ao Presidente Trump', ele teria ido às últimas consequências por ela."
O Prêmio Nobel da Paz é concedido anualmente a indivíduos ou organizações que fizeram o máximo ou o melhor trabalho pela fraternidade entre as nações, pela abolição ou redução dos exércitos permanentes e pela realização e promoção de congressos de paz. Embora Machado tenha dedicado o prêmio a Trump, as razões específicas para ela ter recebido o prêmio no ano passado não ficaram imediatamente claras.
O futuro político de Machado permanece incerto. Apesar de sua intenção declarada de retornar à Venezuela, os comentários anteriores de Trump sugerem uma falta de confiança em sua capacidade de unir o país. A situação na Venezuela ainda está se desenvolvendo, e os próximos passos para a liderança do país ainda não foram determinados.
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